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Grupo de senadores dos EUA alcança acordo bipartidário sobre imigração

Redação
Escrito por: Redação
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Um grupo de senadores dos EUA afirmou nesta quarta-feira ter alcançado um acordo migratório para aumentar a segurança fronteiriça e resolver antes de 5 de março o futuro do programa DACA, que protege da deportação 690 mil jovens imigrantes ilegais conhecidos como “sonhadores”.

“Vai estar pronto hoje, vai estar pronto hoje”, disse o senador democrata Tim Kaine à imprensa após um encontro a portas fechadas com senadores republicanos e democratas.

O senador republicano Jeff Flake, que também estava nessa reunião, confirmou que o grupo de senadores chegou a um acordo e divulgará os detalhes hoje mesmo, pois os legisladores ainda estão trabalhando para “pôr ordem na linguagem” da proposta.

Os senadores não revelaram detalhes concretos desse acordo e não indicaram se contém todos as pedidos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que quer reduzir os níveis de imigração legal, instaurar um sistema de méritos e conseguir fundos para construir seu muro na fronteira com o México.

Em entrevista à imprensa, o senador republicano, Lindsey Graham, garantiu que o acordo inclui “dois pilares” que se baseiam em imigração e segurança fronteiriça.

Isso pode representar um problema para Trump, que nesta mesma manhã enviou um comunicado para reiterar que se oporá a qualquer lei que não inclua seus “quatro pilares”.

Esses “quatro pilares” são: uma solução duradoura para DACA, levantar um muro com o México, acabar com a “loteria de vistos para a diversidade”, que atribui aleatoriamente até 50 mil vistos a estrangeiros, e terminar com o atual sistema de reagrupamento familiar.

Na segunda-feira, o Senado deu sinal verde ao começo do debate sobre migração, mas até agora os senadores só tinham falado sobre temas procedimentales, como a duração do debate.

Hoje, o Senado aprovou uma moção para finalmente começar a debater sobre o conteúdo de diferentes propostas.

Para aprovar qualquer lei migratória no Senado, são necessários 60 votos, por isso que é vital que qualquer proposta satisfaça os pedidos de boa parte dos democratas, que têm 49 cadeiras, e também dos republicanos, que ocupam 51 assentos.

Posteriormente, a proposta deve ser aprovada pela Câmara de Representantes, onde os republicanos têm a maioria, e para que se transforme em lei deve ter a assinatura de Trump. Com informações da EFE.

Imagem de capa: EFE/Shawn Thew

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