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O que são as dores após o treinamento?

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Escrito por: Marco Regadas

Por Marco Regadas – Quem começou a praticar, ou até quem já pratica algum tipo de atividade física, sabe como a musculatura fica dolorida nos dias seguintes à sua prática. O que pouca gente sabe é que isto é um processo absolutamente natural e que não deve ser encarado com preocupação, desde que esteja em níveis considerados normais. Cientificamente esta dor é chamada de dor muscular tardia, e veremos por que ela ocorre, quando você deve ou não se preocupar, além do que fazer para amenizá-la.

A dor muscular tardia, surge cerca de 8 horas depois da prática da atividade física, aumentando de intensidade nas próximas 24 a 48 horas e diminuindo progressivamente após 72 horas. Suas causas são muito discutidas no meio acadêmico, mas o que já se sabe ao certo é que ela não tem relação com o acúmulo de ácido lático, como se acreditava anteriormente. Isto por que o ácido lático acumulado durante a atividade é completamente removido em aproximadamente 1 hora após a atividade.

Hoje acredita-se que as principais causas desta dor são: uma pequena inflamação ocasionada por microlesões nas miofibrilas; estiramento excessivo do tecido conjuntivo do músculo; alteração no mecanismo celular de entrada e saída de cálcio; liberação de íons de hidrogênio na corrente sanguínea pelas reações químicas, ou vários fatores conjugados. Ela é mais comum entre praticantes de exercícios de força, visto que está mais relacionada com a intensidade do exercício do que com sua duração. Alguns estudos indicam também que ela está mais relacionada com as contrações excêntricas, que é um dos momentos na ação da força.

Esta “dor” não é só famosa como é alvo de confusão principalmente por parte dos praticantes de musculação. Baseados da frase “No pain no gain” de Arnold Schwarzenegger, que foi erroneamente interpretada como “sem dor não há ganho”, os praticantes não respeitam os limites por acreditar que não estão tendo os devidos resultados. Na verdade, o que ele quis dizer foi que sem “sofrimento” não há ganho, sendo que sofrimento está no sentido de esforço, dedicação, e não de dor. Por outro lado, a presença da dor muscular tardia, em níveis controlados, pode indicar que o estímulo do treinamento foi dado além daquele para o qual já há adaptação por parte do organismo, e todos nós sabemos que é preciso superar esta adaptação para que tenhamos resultados. O que cabe aqui no final das contas é o bom senso.

Já foram estudadas diversas formas de tratamento, embora nenhuma delas tenha eficiência comprovada. Os melhores resultados tem sido percebidos com crioterapia (tratamento com gelo), e com a prática de atividades físicas regenerativas, ou seja, com intensidade bem mais leve que aquela que originou a dor. Esta estratégia tem mostrado mais resultados que a recuperação passiva (repouso).

Claro que para uma melhor orientação e esclarecimentos, procure sempre um profissional de Educação Física devidamente qualificado e certificado, para que seus objetivos sejam alcançados da melhor forma possível.

Imagens: Reprodução

Sobre o autor

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Marco Regadas

Marco Regadas – Personal Trainer – Pós-graduado em Musculação e Personal pela Fefiso, certificado pelo CORE 360º, sócio proprietário da 4Life Treinamento Funcional.

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