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A Historia da Cerveja no Brasil – Parte 4

Tom Nishi
Escrito por: Tom Nishi

Em 1888, Joseph Villiger, um emigrante suíço, resolveu abrir o seu próprio negócio.
Acostumado com o sabor das cervejas europeias, ele começou a fazer cerveja em casa.
Villiger inaugurou a “Manufatura de Cerveja Brahma Villiger & Companhia”, com uma
produção diária de 12.000 litros de cerveja e 32 funcionários. A hipótese mais provável da
origem do nome Brahma seria uma referência ao deus hindu homônimo.

As outras seria uma homenagem ao compositor alemão Johannes Brahms (mas aí, parece até piada), ou ao
britânico Joseph Bramah, inventor da válvula manual para tirar chope em balcões de bares. Como
Bramah fundou uma empresa com seu sobrenome, os cervejeiros brasileiros teriam mudado as letras
de lugar para nomear seu produto.

A partir dos anos 1930, quando a Brahma e a Antarctica dividem o mercado entre si, as duas marcas
de cerveja passam a representar Rio de Janeiro e São Paulo na preferência nacional.
A “terceira via” só apareceria em 1967, com a chegada da cerveja europeia Skol Pilsen ao Brasil,
para ser vendida sob licença da Carlsberg, dona da marca. Inicialmente foi a Cervejaria Rio Claro,
fabricante da Caracu, que lançou o produto no Brasil, e na seqüência a Brahma adquiriu a marca
para uso exclusivamente no país Sua história é marcada por inovações que revolucionaram o setor.

Em 1971, lançou a primeira lata em folha-de-flandres. Também foi pioneira ao lançar a primeira lata
de alumínio em 1979.
Hoje, a Skol é a marca mais valiosa do segmento no mercado brasileiro, avaliada em 8,146 bilhões
de dólares, e mantém o posto de marca mais valiosa do Brasil desde 2013, segundo a consultoria
Kantar. A Skol também é a quinta maior do segmento no mundo.

Brahma de Agudos

De onde surgiu a mística da Brahma de Agudos? Nos anos 1950, a cervejaria austríaca Schwechat
iniciou contatos com indústrias paulistas visando compor uma sociedade e implantar no estado uma
cervejaria associada. Para encontrar um local ideal para o empreendimento, os austríacos enviaram
um de seus melhores técnicos, o dr. Fritz Weber, para fazer um levantamento em diversas regiões de
São Paulo. Em Agudos, por sugestão do prefeito e padre Baptista de Aquino, ele foi hospedado na
casa de Celso Morato Leite e sua esposa dona Jeane, ambos fluentes em francês, idioma que Weber
também dominava.

Depois de visitar vários mananciais próximos, ele se encantou com o córrego Pilintra, e após fazer quase uma centena de análises, defendeu diante da diretoria em Viena que a
fábrica devia ser implantada em Agudos, contrariando a opinião até então predominante de que a
instalação deveria ficar na ou próxima da capital paulista. Surgiu, então, a cerveja Vienense, cuja
qualidade conquistou o paladar do interior paulista, particularmente dos indaiatubanos, mantendo o
prestígio mesmo depois de adquirida pela Brahma.

Imagm: Reprodução

Sobre o autor

Tom Nishi

Tom Nishi

Barbeiro, coaching e empresário. Proprietário da B4Alpha Barbeeshop e Nishi Hair.

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