A parte triste, é que sempre existe a despedida, não sabemos quando e se iremos nos reencontrar um dia!

Para quem pensa que isso é simples, não é!

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Acervo pessoal/Murilo Moro e Talita Meira

As pessoas sempre nos perguntam porquê não temos um animal de estimação, se gostamos tanto de fazer petsitter?

Bom, primeiro, porque neste momento para nós, ter um animal de estimação morando num motorhome não é viável: exigiria o nosso tempo, a nossa atenção e também espaço físico.

Não achamos justo eles viverem num lugar muito pequeno, mesmo tendo um mundo imenso lá fora.

Mesmo que a Europa é muito receptiva em relação a aceitar animais em estabelecimentos fechados, acreditamos que agora, não é o momento ideal.

Seria muito egoísmo da nossa parte, ter um cachorro ou um gato morando com a gente, nessa loucura de desafios e incertezas, afinal, por mais delicioso que seja a companhia de um bichinho, é tudo muito novo para nós, e também seria para eles.

Não é só dar comida ou ter um lugar para dormir, ter um bichinho, requer dedicação, até porque eles sentem muito.

É um filhinho de quatro patas, que sempre irá precisar da nossa presença, e isso não  dá pra discutir!

Porém, queremos deixar claro que isso não é uma decisão definitiva, claro.

É muito prazeroso quando podemos fazer petsitter, e conviver com eles, sem que eles precisem sair de suas casas. Até porque, o objetivo desse nosso trabalho, é fazer com que eles se sintam amados, bem cuidados e protegidos, enquanto seus donos viajam.

Para quem pensa que isso é simples, não é!

Cada animal tem a sua personalidade, característica, independente da raça, não falam a mesma língua que nós, mas falam a linguagem do amor.

Se doarmos o nosso amor para eles, respeitarmos o seu lar, o seu modo de ser, tudo fica bem.

A parte triste, é que sempre existe a despedida, não sabemos quando, e se iremos nos reencontrar um dia.

Eles tem muito a nos ensinar, como por exemplo, esse doce amor, sem pedir nada em troca, apenas a nossa companhia. Sentem quando não estamos presentes de corpo, alma e coração, e fazem de tudo para que nós possamos nos sentir bem, felizes e gratos por momentos assim, junto com eles.

Logo, não é porque hoje não nos permitimos ter um animal só nosso, que deixamos a desejar aos que cuidamos, pelo contrário, a nossa responsabilidade é maior, e o nosso desejo para que eles se sintam bem com a nossa presença é maior ainda, sendo assim, o importante, é sempre darmos o nosso melhor para esses pequenos seres de luz, que nos ensinam que o que vale mesmo num encontro ao desconhecido, é fazer aos que estão ali, sentirem bem-estar, porque com certeza, será uma lembrança inesquecível a todos os envolvidos, principalmente aqueles que falam a língua do amor.

Que a gente continue tendo a possibilidade de aprender a amar mesmo sem ter que dizer nenhuma palavra.

 

Talita Meira, 36 anos Natural de Pirassununga, interior de SP Publicitária de formação Marketeira de especialização Escritora de coração – siga @paragrafeii Eterna viajante Amante de fotos, natureza, esportes e culinária Me considero uma pessoa divertida, sensível e intensa. Tem coisa que você aprende, só depois que você cruza o oceano. Desapegar é um estilo de vida, vai por mim! Murilo Moro, 30 anos, atleta por opção, bartender de profissão, saiu do Brasil com 18 anos em busca de um sonho, já morou em 4 países diferentes, e visitou outros tantos, apaixonado por línguas acabou aprendendo 4, obcecado pela cultura alheia e pelas diferenças entre elas. Aprendiz, que tem muito a ensinar.