Comportamento Vitor Carneiro

Abandonando a autenticidade para viver na terra da fantasia

Vitor Carneiro
Escrito por: Vitor Carneiro

Por Vítor Carneiro – Dificilmente passa um dia sem uma história de alguém que perdeu sua identidade ou autenticidade na busca por aceitação em um determinado grupo social. Pessoas que passam a viver na terra da fantasia! Perder a essência é perder o significado e o prazer de se viver. Há…! Importante pensar que “significados” parece estar se tornando, cada vez mais, algo sem sentido em nossos dias, então é muito provável que o resultado de tal mudança tem sido as crises existências que acabam culminando num número tão elevado dos suicídios atuais.

Detalhe, falar sobre nossa essência / existência deveria sempre despertar uma curiosidade pelas razões as quais fomos criados e, quem de fato está por detrás delas. Ou sou somos resultado de eventos do cosmos, ou verdadeiramente somos frutos de uma mente inteligente, consciente e cheia de objetivos.

Voltando: Intrigante e irônico é imaginar que graças aos filmes de enorme sucesso, aos entretenimentos cheios de emoções alucinantes e aos anúncios atraentes, passamos a acreditar que, se a vida não for “sensacional” custe o que custar, alguma coisa deve estar errada. Vivemos sob pressão em meio a uma sobrecarga de escolhas, alguém duvida disto? Porém, ter muitas opções em nossa vida pode nos limitar ou evitar tomar decisões importantes. Pode nos transportar para a terra da fantasia!

Devemos ser magros e belos – ponto, perseguir uma carreira que antes de ser existencialmente desafiadora tem de ser totalmente recompensadora, devemos ficar ricos e famosos não importando os meios, devemos sempre idolatrar o nosso “eu” e por aí em diante. Resultado, depressão e vazio! Ou seja, muitas opções nos esgotam, nos deixam infelizes e nos levam a fugir às vezes de tomar uma decisão coerente no leque das escolhas e das possibilidades.

Entender como e porque tomamos decisões talvez nos ajude a fazer melhores escolhas. A AUTENTICIDADE não funciona nos termos do consumismo! Tomamos decisões mais pobres quando estamos cansados.

Isto mesmo, vivemos dilemas que nos perturbam constantemente e provavelmente o maior entre eles seja: A ansiedade por ser observados e aceitos! Tal carência produz, por vezes, um cotidiano mal-humorado e cansativo, estímulos ao medo e a insegurança, o desejo de sempre pensar em desistir.

Abandonando a autenticidade: corromper a nossa essência somente para agradar o nosso “eu” egoísta ou os desejos daqueles que estão ao nosso redor, empobrecendo assim nossa existência e estabelecendo morada na terra da fantasia. Uma ansiedade de ser observados, porém correndo sério risco de experimentar uma vida em fragmentos e desconectada.

Ao desviar o foco do ponto fixo, que é nossa autenticidade, para os inconstantes e variados “caminhos” acabamos perdendo o rumo e nos tornamos emocionalmente instáveis. Como é triste, e sei do que estou falando, torna-se uma mercadoria a ser comprada, consumida e abandonada quando aparentemente aparece outra opção mais brilhante, mais moderna e mais “importante”.

Devemos resistir à tentação de idolatrar A TERRA DA FANTASIA e suas supostas promessas de preenchimento. Recorda-se deste ditado: “Quando a esmola é demais o santo desconfia”? Pois bem, ele é usado para defender certa desconfiança. Precisamos ser o que de fato somos e sempre estar cientes que a partir deste ponto virá o nosso sucesso. Agora pode ter ocorrido a infelicidade ou fatalidade de nos perder pelo caminho, então nosso maior desafio passa a ser o de encontrar este ponto novamente. Não podemos viver em rota de fuga, não é saudável além de produzir grandes possibilidades de colisão.

“Parecendo novo de novo”, que seja este o grande fenômeno que estamos buscando, pois certamente ele é muito vantajoso. E podemos desenvolve-lo sem imediatismo. No espelhar do caráter da pessoa de Cristo podemos desfrutar de uma gigantesca vitória: “Quem está unido com Cristo é uma nova pessoa; acabou-se o que era velho, e já chegou o que é novo.” – Na carta de Segundo aos Coríntios, no capítulo 5 e versículo 17.

Como seres racionais somos exemplares únicos em receber tantas e especiais qualidades, porém nos corrompemos e infelizmente o resultado está na frase tão repetida e impregnada em cada um – “Não somos perfeitos”. Salomão nos seus dias de lucides nos forneceu um bom conselho para juntos superarmos este terrível mal: “As pessoas aprendem umas com as outras, assim como o ferro afia o próprio ferro.” – Provérbios 27.17

Ok, vamos parar só mais um pouco para pensar e provavelmente poderemos concluir que perseguir um ideal, ou uma imagem que não é a própria, é um exercício tão árduo quanto inútil para a nossa felicidade. Então, ser autêntico, sem dúvida alguma é um caminho de sinceridade e honestidade conosco mesmo. A questão tem a ver com cada um de nós, é totalmente pessoal.

“Se você não é feliz com tudo o que tem, também não será com o que lhe falta.” Erich Fromm – Foi um psicanalista alemão, filósofo e sociólogo.

É por isso que a fadiga de decisão está nos tirando a felicidade e nos fazendo lamentar as escolhas que fazemos. As crises em nossas vidas são possibilidades para nos POSICIONAR em direção aos nossos processos de autenticidade, para reentrarmos na vida. Ao escolher não fazer o que nos diz ser o certo, perdemos um sentimento de segurança e se sentir seguros, úteis e vivos é exatamente o que buscamos.

Conclusão: Infelizmente estamos acostumados a nos mover em um mundo de tantas e inúmeras, falsas aparências. Num mundo de tentativas frustradas de ser quem não somos e de perseguições a ideias que em muitas ocasiões não nos corresponde. É neste ponto que devemos nos perguntar sobre nossa autenticidade e tentar reverter buscando de forma inteligente pela nossa verdadeira essência! Sei que os papéis impostos muitas vezes nos ajudam a sobreviver nesta selva em que vivemos, mas a questão é exatamente esta: somente nos ajudam a sobreviver quando a vida é muito mais do que mera sobrevivência. Há, e longe de nos ajudar a sobreviver, nos machucam profundamente. Ser autênticos sem dúvida alguma é o maior ato de amor e respeito para conosco mesmo que podemos ter. Precisamos desmascarar o falso, pois a verdade é nossa. Enfim, É PRECISO CORAGEM PARA SER AUTÊNTICO FUGINDO ASSIM DA TERRA DA FANTASIA!

“Quando aceitamos nossos limites, conseguimos ir além deles… Não tente ser uma pessoa de sucesso. Tente ser uma pessoa de valor.” Albert Einstein

Pode acreditar – AUTENTICIDADE, é o espelho que não engana! Precisamos ter olhos para enxergar exatamente o que foi projetado pelo Criador e moldado de maneira extraordinária e produtiva dentro de cada um de nós, pois sua engenharia é perfeita.

Imagens: Reprodução

 

Sobre o autor

Vitor Carneiro

Vitor Carneiro

Vítor Carneiro, é pastor e palestrante.

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