O time local tem uma história de 60 anos, mas tem em sua estante apenas dois troféus da Copa de Belarus. A terceira pode vir neste sábado, na final contra o BATE Borisov, principal equipe do país e que venceu as últimas 12 edições do Campeonato Bielorrusso.

“Sabíamos que ele tinha outras ofertas, mas quando deixou o Al Fujairah, decidimos procurá-lo. Queremos ser não só o melhor clube bielorrusso, mas muito mais que isso. Queremos ser comparados ao Zenit São Petersburgo. Se não houvesse perspectivas, Maradona não teria aceitado”, destacou Ivanauskas.

O dirigente destacou que Maradona tem uma grande experiência no mundo do futebol e, o que segundo ele é o mais importante, “uma aura e um carisma incríveis”. “Ele representará um adicional tanto para o Dynamo quanto para todo o país”, considerou.

Para Hleb, todos podem sair ganhando com a chegada do bicampeão mundial pela seleção argentina a Belarus. No entanto, o meia não acredita que Maradona viverá no país.

“Vejo como uma operação de relações públicas. Há muito dinheiro envolvido. Será algo muito bom para o país, mas não acredito que ele virá trabalhar em Brest. Só virá como turista”, opinou.

O melhor jogador bielorrusso em toda a história destacou que a nova diretoria do Dynamo fez muito nos últimos tempos para popularizar o futebol ao criar uma academia, organizar torneios, encontrar patrocinadores e convidar técnicos estrangeiros.

Nesse sentido, Ivanauskas lembrou que dinheiro é o que não falta: “Temos muitos recursos financeiros, mas não vou lhe dizer quem é o nosso patrocinador”, disse o lituano à Efe.

A imprensa bielorrussa informa que um dos principais acionistas do clube há dois anos é o grupo Sohra, que exporta o principal produto industrial do país – máquinas e equipamentos pesados, como caminhões de grande porte a países do Golfo Pérsico – e tem sede em Dubai.

“Falaremos a respeito das funções de Diego quando me reunir com ele em Abu Dhabi para sua apresentação oficial, na próxima terça-feira. O que é certo é que ele virá a Brest logo depois da Copa do Mundo”, garantiu o dirigente. Porém, Hleb crê que o eterno camisa 10 não fará mais que duas ou três visitas por ano.

“Ele virá depois do Mundial, todos vão querer tirar uma foto com ele. Possivelmente se reunirá com o presidente (do país), Aleksandr Lukashenko, e dirá que o nosso país é fantástico. Alguns acreditam que ele fará algo bom para Belarus; outros, que não fará nada. Eu apoio o Dynamo, mas nada além disso”, ponderou o meia, que vê toda a história envolvendo Maradona como “bonita, mas irreal”.

Em resposta a Hleb, o Dynamo frisou que Diego não tem problemas de dinheiro e por isso não estará em Belarus para enriquecer.

Seja como for, o ex-jogador de Arsenal e Barcelona acredita que há poucos como o argentino no futebol. “Eu o conheci quando foi ao vestiário do Arsenal. Foi uma grande honra. Fez o mesmo quando eu estava no Barcelona”, lembrou.

O que é dado como certo em Belarus é que Maradona se dará bem com Lukashenko, considerado “o último ditador da Europa”. Isso porque o ídolo sente um grande apreço por líderes como Fidel Castro, Hugo Chávez e Vladimir Putin. Porém, assim como Putin, o presidente bielorrusso não é um grande fã de futebol e tem como modalidade preferida o hóquei sobre gelo.