Eleições 2018

Alckmin divulga programa de governo enxuto e genérico de 15 páginas

Redação
Escrito por: Redação
Em 2006, quando disputou o Palácio do Planalto pela última vez, seu plano de governo era mais de 11 vezes maior, com 170 páginas

Candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin divulgou em sua página na internet nesta semana um plano de governo enxuto e genérico. São apenas 15 páginas, mas apenas seis delas trazem 43 propostas sem muitos detalhes.

Em 2006, quando disputou o Palácio do Planalto pela última vez, seu plano de governo era mais de 11 vezes maior, com 170 páginas.

A assessoria de imprensa do PSDB informou que nesta semana foi entregue apenas um documento resumido em função do registro da candidatura. De acordo com a campanha do tucano, o programa detalhado será apresentado na próxima semana.

Na versão atual, com fotos de Alckmin sorrindo na capa e na terceira página, a equipe do tucano divide as propostas em três eixos sob o título Diretrizes Gerais – Julho de 2018: o Brasil da indignação; o Brasil da solidariedade; e o Brasil da esperança.

Na primeira seção, o tucano propõe coisas como “tolerância zero com a corrupção”, promover a reforma política e reduzir o número de ministérios, sem detalhar quantos.

Gleisi defende Haddad nos debates se Lula for impedido de participar

Em entrevista ao programa Mariana Godoy Entrevista, da RedeTV, em 20 de julho, ele foi mais detalhista e afirmou que cortaria 10 ministérios.

O presidenciável oficializa no documento a promessa de eliminar o déficit  público em dois anos -embora, em algumas entrevistas tenha defendido atingir esta meta em menos tempo.

Também registra a proposta de unificar cinco impostos no IVA (imposto sobre valor agregado), se compromete a criar  um sistema único de aposentadoria, igualando direitos e abolindo privilégios, e a garantir a segurança jurídica por meio da desburocratização de processos, simplificação de regras e despolitização de agências reguladoras.

Sobre privatização, o candidato diz que fará isso “de maneira criteriosa”, mas também não entra em detalhes. Em palestra a empresários da construção civil no dia 6 de agosto, ele disse que não privatizaria Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e a prospecção de petróleo em águas profundas.

Na área de segurança, diz que vai reduzir o número de homicídios, engajando estados e municípios para baixar a taxa de assassinatos para ao menos 20/100 mil habitantes. Em 2016, o país registrou taxa de 30,3 mortes intencionais por cada 100 mil habitantes.

Ele também promete integrar inteligência de todas as polícias para combater o crime organizado e o tráfico de armas e drogas e criar a Guarda Nacional como polícia militar federal para atuar em todo território brasileiro.

Alckmin também diz que vai apoiar, se eleito, a revisão da lei de execuções penais para dificultar a progressão de penas para quem cometer crimes violentos e com envolvimento com o crime organizado.

No eixo social, promete “incrementar” o Bolsa Família, “aumentando os benefícios para os mais necessitados”.

O tucano diz que vai garantir que todas as crianças estejam plenamente alfabetizadas até 2027.

Ele afirma também que vai estabelecer um pacto nacional para a redução de violência contra idosos, mulheres e LGBTI e incentivar a criação de redes não-governamentais de apoio ao atendimento de vítimas de violência racial e contra tráfico sexual e de crianças.

Na terceira e última seção, Alckmin diz que priorizará políticas que permitam ao Norte e Nordeste “desenvolver plenamente as suas potencialidades em áreas como energias renováveis, turismo, indústria, agricultura e economia criativa”.

O tucano afirma que abrirá a economia para fazer com que o comércio exterior represente 50% do PIB e diz que vai priorizar investimentos em infraestrutura e PPPs (parcerias público-privadas).

Ao agronegócio, sinaliza com a transformação do Plano Safra em um plano plurianual que daria previsibilidade às regras da política agrícola, pela garantia da paz e da segurança jurídica no campo e pela consolidação dos programas de seguro agrícola e rural.

Temas recorrentes em discursos e entrevistas ficaram de fora desta primeira versão do plano de governo como dobrar a renda do brasileiro, trazer mais bancos para quebrar o monopólio existente, criar empresa para concluir obras paradas com participação da iniciativa privada, usar a TLP para corrigir o FGTS e destinar os recursos do fundo exclusivamente para moradia, infraestrutura, saneamento e mobilidade, devolver R$ 3 bilhões de Pasep e Cofins pagos pelas empresas de saneamento.

Também ficaram de fora os compromissos de tributar dividendos, reduzir o número de senadores de 81 para 54 e o de deputados de 513 para 293, a correção da tabela do SUS, a cobrança de R$ 2 bilhões das seguradoras de saúde e a reabertura de 23 mil leitos fechados por falta de recursos. Com informações da Folhapress e Notícias Ao Minuto.

Imagem de capa: Adriano Machado/Reuters

Sobre o autor

Redação

Redação

1 Comentário

  • vi os outros, apesar de enxuto é o mais coerente com o que o brasil precisa pra voltar a crescer! to com geraldo

Deixe um Comentário

%d blogueiros gostam disto: