Indaiatuba

Apoio dos prefeitos da RMC não ajudou Márcio França

Redação
Escrito por: Redação
Nilson Gaspar prefeito de Indaiatuba, estava com Doria

Majoritariamente apoiadores do candidato Márcio França (PSB) ao governo do Estado, os prefeitos da Região Metropolitana de Campinas (RMC) viram a capacidade de transferir votos diminuída e a influência na decisão do eleitor evaporar. Dos 20 prefeitos da RMC, dez estavam com França, cinco com João Doria (PSDB) e cinco se mantiveram neutros. França perdeu nas 20 cidades, com diferença de mais de 300 mil votos.

Os prefeitos são muito procurados pelos candidatos nas eleições, porque podem garantir respaldo político e, principalmente, palanque nas cidades, mas a influência deles sobre o voto é pequena, especialmente nas grandes cidades, avalia o cientista político Mílton Lemos. “O que temos hoje é um descrédito da classe política e a população mostrou nessa eleição que queria mudanças. Renovou boa parte dos deputados estaduais e federais, de governadores e, no nível nacional, escolheu um candidato com discurso à direita, mais agressivo. No Estado, tanto Doria quanto França eram, até recentemente, do mesmo grupo político. O discurso anti-PT de Doria surtiu efeito”, disse.
Para ele, nesse contexto de desejo de mudança, o pedido do prefeito para votar em um candidato tem pouca influência. “Tem alguma, mas não o suficiente para garantir que o seu candidato tenha boa votação na cidade”, disse.
Os prefeitos de Americana, Campinas, Cosmópolis, Holambra, Hortolândia, Itatiba, Pedreira, Santa Bárbara d’Oeste, Sumaré e Valinhos estavam com Márcio França. Alguns totalmente engajados na campanha, como foi o caso de Jonas Donizette em Campinas, Hamilton Bernardes em Pedreira e Orestes Previtale de Valinhos, todos do PSB. Outros como o prefeito de Cosmópolis, José Pivato (PT), aderiram a França, mas não chegaram a se empenhar de corpo e alma na campanha. O PT adotou posição de neutralidade no segundo turno e deliberou voto contra João Doria.
Apoiador da campanha de França em Valinhos, o prefeito Previtale (PSB) tem o PSDB como aliado na Administração e na Câmara. “Fiz campanha para França, mas infelizmente, não venceu. O eleitor tem vontade própria e pediu mudança, tanto que tivemos uma votação expressiva para Bolsonaro, uma renovação importante na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa. Se o prefeito tivesse influência no voto no atual contexto político, França não teria perdido em Campinas, Pedreira, aqui”, afirmou.
Para ele, o importante é que Doria seja o governador do Estado, com atenção a todas as cidades, independentemente da votação que teve em cada uma. “Ele foi o eleito, seu partido está na base de meu governo e o importante é a democracia”, disse.
Os prefeitos de Artur Nogueira, Indaiatuba, Morungaba, Nova Odessa e Vinhedo apoiaram Doria. Três deles, Ivan Vicensoti, de Artur Nogueira, Benjamin Bill Sousa, de Nova Odessa, e Jaime Cruz de Vinhedo, são prefeitos do PSDB.
Já os prefeitos de Engenheiro Coelho, Jaguariúna, Monte Mor, Paulínia e Santo Antônio de Posse declararam neutralidade no segundo turno. Para o prefeito de Santo Antônio de Posse, Norberto Olivério (PSD), no contexto atual do País, o pedido de um político por voto não tem influência. Pode até atrapalhar uma candidatura, afirmou. “A classe política está desgastada demais com tantas denúncias de corrupção. O povo seguiu por vontade própria”, disse. Olivério afirmou que optou por ficar neutro no segundo turno se não tentar influenciar o voto do eleitor da cidade.
No primeiro turno, contou, fez campanha para alguns candidatos a deputado. “Eu fiz uma relação dos que ajudaram Posse e passei para a população, pedindo que votasse em que ajuda a cidade.” Com informações do Correio Popular
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