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Após ‘teste’ no banco de reservas, Gabigol cresce e é ’10 e faixa’ no Santos

Redação
Escrito por: Redação

Ser “10 e faixa” no futebol indica técnica e liderança casadas, algo alcançado pela primeira vez por Gabriel Barbosa na vitória do Santos por 2 a 0 sobre o Bahia, no último sábado, na Vila Belmiro.

Satisfeito com o rendimento do centroavante e, principalmente, pela postura dentro e fora de campo, o técnico Cuca escolheu Gabigol como capitão na ausência de Victor Ferraz (suspenso) e Renato (no banco de reservas). E deu certo.

Gabriel voltou a ser um dos destaques do Peixe e fez o gol da vitória. Mais do que isso, voltou a ter o apoio da torcida. Vaiado a cada toque na bola na derrota por 1 a 0 para o América-MG, no dia 30 de julho, ainda com o auxiliar Serginho Chulapa, o Menino da Vila cresceu com Cuca e foi ovacionado ao ser substituído nos minutos finais da última rodada.

Para diminuir as oscilações do atacante, o treinador perguntou qual a posição preferida. E a resposta foi: “centroavante”. A partir disso, eles começaram a pensar em como ser um 9 mesmo sem as condições físicas de fazer o pivô, cabecear e brigar com os zagueiros adversários.

A solução foi dar liberdade ao camisa 10 na frente. Ele pode sair pelos lados, mas sem deixar de ter a missão do último toque. No gol diante do Bahia, Gabriel mostrou a velocidade de um ponta ao arrancar no contra-ataque e a frieza de um centroavante diante do goleiro.

“É muito fácil, menino bom. Às vezes temos impressão pelo topete, brinco, roupa, sou assim. Mas tete a tete, sinto pessoa fácil, humilde, carente de companhia dos companheiros e da gente. Todos gostam. É um prazer trabalhar com ele. Fiz o que eu deveria fazer, cobrei, expliquei que ele tinha que se posicionar melhor, falei da real posição. Disse que queria ser centroavante e trabalhamos para isso, só não dava para ficar de costas”, disse Cuca, em entrevista coletiva.

Banco fez bem

Gabigol foi reserva no empate em 0 a 0 com o Ceará no dia 8, em Fortaleza. Ali, Cuca mostrou duas coisas: o atacante não é intocável, mas, em compensação, o time não melhorou com Yuri Alberto na sua vaga.

A partir dali, Gabriel fez três gols em cinco jogos. O atacante marcou contra Atlético-MG, Cruzeiro e Bahia, e foi bem diante do Sport e Independiente-ARG.

“Respondeu bem, ficou no banco, deu para ter ideia da melhora sem ele ou se não fazia falta. Sai o peso dele. A gente não faz por querer, mas coisas se mostram. Voltou titular, rendeu bem e hoje foi nosso capitão. Sempre reivindicando as coisas para os companheiros”, concluiu o treinador.

Com informações da Gazeta Esportiva.
Imagem: reprodução/ Fernando Dantas/Gazeta Press)

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