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Ausências de James Rodríguez, Cavani e Casemiro pesam contra sul-americanos

Redação
Escrito por: Redação

EFE – Desde a conquista do pentacampeonato pelo Brasil em 2002, uma seleção sul-americana não vence a Copa do Mundo, e já é certo que esse jejum persistirá pelo menos até 2022, já que todas as seleções restantes no Mundial da Rússia são europeias.

As três últimas representantes da Conmebol no torneio deste ano tiveram algo em comum que marcou as suas eliminações: o desfalque de um jogador fundamental.

A Colômbia perdeu para a Inglaterra nos pênaltis na última terça-feira, pelas oitavas de final, em partida assistida da arquibancada pelo meia James Rodríguez, com uma lesão de panturrilha, mesma parte do corpo que tirou o atacante Edinson Cavani da derrota para a França por 2 a 0, nesta sexta, já pelas quartas.

Já a seleção brasileira deu adeus também nesta sexta ao perder para Bélgica por 2 a 1 em Kazan, em jogo no qual o técnico Tite não contou com o volante Casemiro, suspenso pelo acúmulo de cartões amarelos.

Casemiro se tornou titular absoluto da equipe pentacampeã e era o responsável para dar equilíbrio ao time e permitir o brilho dos jogadores de mais habilidade, além de dar segurança para as investidas ofensivas dos laterais, principalmente de Marcelo, seu companheiro de Real Madrid.

O volante vinha fazendo uma Copa irreparável, ajudando a seleção brasileira a ir progredindo sem maiores problemas. Colaborava para que o time tivesse a melhor defesa da competição até então, ao lado do Uruguai, com apenas um gol sofrido cada.

Contudo, os dois cartões recebidos, um no empate com a Suíça em 1 a 1, na estreia, e um na vitória sobre o México por 2 a 0, nas oitavas, o deixaram de fora do confronto com a Bélgica, conhecida pela técnica de seu meio-campo, com Kevin De Bruyne e Eden Hazard, e a força do atacante Romelu Lukaku.

Seu substituto acabou não correspondendo. Fernandinho se esforçou, mas marcou um gol contra e não conseguiu acompanhar Lukaku e De Bruyne no contra-ataque que originou o 2 a 0 a favor dos ‘Diabos Vermelhos’.

Horas antes, em Nizhny Novgorod, o Uruguai, com pouco poder de fogo, deu adeus ao sonho do tri. Parte da responsabilidade vem caindo sobre o meio-campo, que pouco municiou os atacantes Luis Suárez e Christian Stuani, mas é inegável que a ‘Celeste’ sentiu falta de Edison Cavani.

Autor dos gois gols da vitória sobre Portugal por 2 a 1 nas oitavas, Cavani sentiu a panturrilha esquerda ainda durante o duelo com Cristiano Ronaldo e companhia. O centroavante do Paris Saint-Germain até voltou a treinar com bola na quinta-feira, mas não teve condições de jogo e sequer ficou à disposição do técnico Óscar Tabárez, embora tenha se sentado no banco para acompanhar os colegas.

“A ausência de Cavani foi essencial para nós pelo nível de jogador que é”, admitiu Suárez após a queda frente à campeã mundial de 1998.

Outra referência a não poder jogar por contusão foi James Rodríguez. Quatro anos atrás, o meia fez uma Copa do Mundo dos sonhos ao ser artilheiro, com seis gols, um deles muito bonito justamente contra o Uruguai, pelas oitavas, o que lhe rendeu o Prêmio Puskás. O bom desempenho lhe rendeu um contrato com o Real Madrid.

Na Rússia, já como jogador do Bayern de Munique, a história foi muito diferente devido ao aspecto físico, que o impediu de dar o máximo pela Colômbia. Entrou no segundo tempo na derrota para o Japão, na estreia, e “comeu a bola” no compromisso seguinte, o triunfo sobre a Polônia por 3 a 0, tendo sido eleito o melhor em campo.

No entanto, no jogo seguinte, a vitória sobre Senegal por 1 a 0, se ressentiu de uma lesão, foi substituído ainda na etapa inicial e não se recuperou para o mata-mata.

“Faltou para a gente um jogador-chave na seleção. É o jogador que mais importância teve na criação e na definição da equipe”, lamentou o técnico José Pékerman após a eliminação da última terça. Com informações da EFE.

Imagem decapa: reprodução

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