Cultura

Bolsonaro “se assume” Rodrigo Hilbert?

Nelson Polinário
Escrito por: Nelson Polinário

Sim. Bolsonaro parece há muito tempo querer se “assumir” mais do que um simples “homem”. Ele até conseguiu com que seus eleitores o chamassem de “mito”. Mas, será que é esse o apelido que ele gostaria de ter?

Fazendo uma análise das tentativas de “destreza política”, “força bruta” e “presença na internet”, me parece que o “mito” deseja muito ser como Rodrigo Hilbert que, diferente de Bolsonaro, desfila destreza e elegância, carinho e testosterona, além de segurança e fama.

Será que Bolsonaro queria mesmo ser chamado de “mito”? Afinal, pelas atitudes que tem, não parece que ele gostaria de ser como Rodrigo Hilbert: um “homão da porra!”? Me parece que um “homão da porra” é muuuuito mais “homem” que um “mito”, não é? E se a maioria dos brasileiros concorda que um “homão da porra” é aquele que cozinha, cuida dos filhos, trabalha, faz artesanato, fala bem, é carinhoso, lê para os filhos, trata muito bem sua esposa, cuida da casa… Bolsonaro seria então, no máximo um “hominho do mijo”? (Até porque “mijou” para o Haddad, fugindo “estrategicamente” dos debates e confrontos).

Bem, o candidato a presidente Bolsonaro se assume como o candidato para mudar “tudo isso que tá aí” de ruim no Brasil, parecendo querer ser mais que um político e sendo até transformado em “mito”. Mas, convenhamos, ele jamais será um “homão da porra”.

Imagem: reprodução/Revista veja

Sobre o autor

Nelson Polinário

Nelson Polinário

Nelson Polinário é ator, diretor teatral e professor, Presidente do Conselho Municipal de Políticas Culturais de Indaiatuba, Consultor em Mercado Artístico-Cultural e fundador do Espaço Teatral e Cia "Nelson Polinário". Soma em sua carreira participações em espetáculos vencedores dos maiores prêmios brasileiros e experiências com conceituados artistas e cias da Itália, Israel, Canadá, Espanha, Holanda e França.

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