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Campinas: Normalização de postos deve durar dez dias, segundo Replan

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Escrito por: Redação

O Recap (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Campinas) prevê que a normalização da atividade dos postos da cidade ocorra em ao menos 10 dias, após a greve dos caminhoneiros – que nesta segunda-feira (28) completa uma semana – bloquear o carregamento de combustíveis por rodovias.

Oficialmente, a greve ainda não acabou, mas neste sábado (26) uma operação do Exército começou a desbloquear os acessos da Replan, em Paulínia, uma das maiores refinarias da Petrobras no país. Antes, na noite de sexta (25), a Polícia Militar também escoltou caminhões-tanque até postos da cidade.

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Inicialmente, a prioridade é para o atendimento a serviços de primeira necessidade, como segurança pública, saúde e aeroportos. O excedente, no entanto, pode ser comercializado para demais clientes. Além disso, explica o Recap, alguns postos têm caminhões próprios que estão “escapando” dos bloqueios com o enfraquecimento do movimento grevista.

Mesmo assim, o reabastecimento levará tempo. “Estimamos em 10 dias, mas pode ser até mais, porque essa é uma situação que nunca vivemos antes”, diz Emílio Martins, vice-presidente do Recap e secretário-geral da Fecombustíveis (Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes).

“O problema é que os estoques estão vazios e os tanques dos carros também. Isso faz com a demanda seja grande, com uma oferta ainda instável. Quando a greve acabar de vez, o motorista ainda vai ter que rodar muito para encontrar um posto com combustível, e enfrentar muita fila”, disse.

De acordo com o vice-presidente do Recap, normalmente um posto é reabastecido a cada dois ou três dias. “Com o fim da greve isso terá que ser feito diariamente, ou até duas vezes por dia”, explica.

Por isso, a dica dele é economizar, o máximo possível. “O motorista tem que pensar que precisa ter combustível para ir até o posto, e que provavelmente ele vai ter que rodar um pouco até encontrar um estabelecimento abastecido”, orienta Martins.

Neste sábado, em Campinas, um posto no Jardim Campos Elíseos recebeu um caminhão com 15 mil litros de gasolina. Dez mil litros foram usados para abastecer veículos da polícia, e os 5 mil litros restantes foram vendidos para o público geral. Uma fila de mais de três quilômetros se formou, e o posto limitou a 20 litros a venda para cada motorista. A venda em galões não foi permitida.   Da Cidade On

Imagem de capa: Reprodução

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