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Campinas: Parada LGBT leva multidão ao Centro; confira

Redação
Escrito por: Redação
A luta pela diversidade e liberdade de escolha levou cerca de 50 mil pessoas à região central de Campinas ontem, segundo estimativa da Guarda Municipal. O motivo foi a realização da 18ª edição da Parada do Orgulho LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros) de Campinas. “Família tradicional, nós somos. Nosso voto, nossa voz” foi o tema, aproveitando o ano eleitoral para mandar uma mensagem clara a alguns políticos e também religiosos: que essa comunidade pode sim constituir família, como destaca Douglas Holanda, presidente da Associação da Parada e Apoio LGBT da cidade. A GM estimou que no auge do evento, havia 15 mil no Centro.
Apesar da seriedade do assunto, a tônica do evento foi a alegria e a união. O público foi composto por diversas faixas etárias, abrangendo, inclusive, simpatizantes e heterossexuais que não se prendem a preconceitos.
A concentração ocorreu ao lado do Fórum, na Avenida Campos Salles. Por volta das 14h20 foi dada a largada oficial, com a entoação do hino nacional brasileiro. Em seguida, músicas dos mais conflitantes gêneros eram tocadas, reforçando a ideia central.
Moradora de Conchal, município que fica a cerca de 95 quilômetros de Campinas, Jéssica Souza de 19 anos, se declara simpatizante. A jovem revelou que veio de van com mais 17 pessoas. “Eu apoio esse movimento e sei que eles sofrem muito, sendo até agredidos em determinadas situações. É um absurdo alguém voltar para casa machucado só por que a opção sexual não agrada a terceiros”, disse.
Pessoas conhecidas dentro do universo LGBT também prestigiaram a edição 2018. No meio do povo, a drag queen Jéssica Close, vice-campeã do Drag Danger 2017, em sua concepção o maior concurso da classe no Brasil, “tudo ainda gira em torno do respeito”. “Precisamos acatar a opção do gay, do hétero etc”, ressaltou.
Trabalhando com a venda de água, refrigerantes e bebidas alcóolicas na Parada pelo segundo ano consecutivo. Valdemir Batista, de 58 anos, esperava liquidar seu estoque e assim, justificar seu deslocamento do Costa e Silva até o Centro. Segundo o ambulante, o faturamento de 2018 foi apenas razoável se comparado aos estádios em dias de jogos de futebol, onde também atua.
Lado negativo
A 18ª edição da Parada do Orgulho LGBT de Campinas, entretanto, não fugiu de um cenário comum em grandes eventos realizados no País. Em meio à multidão, era fácil notar alguns participantes usando drogas como maconha, cocaína e lança perfume. Por isso, algumas pessoas estavam passando mal antes do início.
Quatro pessoas, três homens – sendo dois deles equatorianos – e uma mulher foram detidos até às 19h15 pela GM, acusados de furto de celular. A Guarda recuperou até este horário sete celulares.
Contudo, a maioria dos presentes preferiu se organizar para vivenciar a experiência com camisas customizadas, com beijos (de ordem sexual ou não) e abraços, ou aproveitando o palco montado em frente ao megatelão montado no Largo do Rosário, devido a Copa do Mundo. Dele, ecoavam músicas como ‘Imagine’, composta por John Lennon, assassinado em 8 de dezembro de 1980, quando tinha somente 37 anos.
Operação de trânsito
A Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) organizou uma operação especial para o evento, tendo em vista que três trios elétricos participaram do desfile pelas principais ruas do Centro. Eles passaram, sequencialmente, pelas Avenidas Francisco Glicério, Doutor Moraes Salles (pista interna), Rua Irmã Serafina (pista interna), Av. Anchieta (pista interna), Av. Benjamin Constant, Av. Francisco Glicério, finalizando o itinerário no Largo do Rosário, ponto escolhido para os shows.
No momento em que passavam pelas vias outros pequenos bloqueios foram realizados momentaneamente. Os trios foram liberados com certo intervalo de tempo para que os participantes não ficassem aglomerados em um lugar só. A Parada afetou as linhas de ônibus que, usualmente, passam pelo Centro. Com informações do Correio Popular?RAC
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