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Campinas: Propina de PMs envolvidos com quadrilha variava de R$ 100 a R$ 300 por semana

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De acordo com o coronel de Polícia Militar, José Ricardo Trevisan Arantes, a variação do valor do pagamento semanal era proporcional a patente do envolvido, que ia de soldado até sargento.

Os policiais militares acusados de fazerem parte de uma quadrilha criminosa de Campinas recebiam de R$ 100 a R$ 300 por semana para participarem do esquema. Eles realizavam, dentre outros crimes, a prática de tráfico de drogas, corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

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De acordo com o coronel de Polícia Militar, José Ricardo Trevisan Arantes, a variação do valor do pagamento semanal era proporcional a patente do envolvido, que ia de soldado até sargento.

“O policial não só não agia em combater o tráfico local, tanto que não há prisões na região de atuação durante esse período. As outras ajudas ao crime organizado eram de passar dados. Caso houvesse uma operação de combate ao tráfico na região, por exemplo, esses policiais avisariam”, comentou.

A quadrilha criminosa que envolve policiais militares e que foi alvo da “Operação Tio Genésio” movimentava cerca de R$ 150 mil por mês.

“O esquema funcionava há alguns anos, segundo as denúncias, mas as investigações vão apontar o cronograma de forma exata”, disse.

No total, são objeto de cumprimento 51 mandados de busca e apreensão, nas cidades de Campinas, Sumaré, Mogi Mirim, Hortolândia, Sorocaba, Bauru e São Carlos, além de 40 mandados de prisão, dos quais somente oito não são DE policiais militares. Destes 32 mandados contra PMs, 31 foram direcionados para policiais do 47º Batalhão de Campinas e um deles fazia parte do Baep (Batalhão de Ações Especiais da Polícia). Segundo o MP, 26 já foram presos.

Os crimes eram cometidos especialmente nas proximidades de local denominado “Toca da Raposa”, situado na Vila Boa Vista, em Campinas. Foram presos também dois líderes do tráfico da região onde estes policiais atuavam – um homem e uma mulher.

De acordo com o que foi apurado, o grupo criminoso, para o desenvolvimento do tráfico, contava com a participação dos agentes públicos, que em troca de vantagens indevidas, omitiam-se no cumprimento de suas funções no combate ao tráfico e, não bastasse, também forneciam informações a respeito de operações policiais desenvolvidas por Batalhões Regionais, pesquisas pessoais e veiculares.

Fonte: https://www.acidadeon.com/campinas/cotidiano/cidades/NOT,0,0,1359418,propina+de+pms+envolvidos+com+quadrilha+variava+de+r+100+a+r+300+por+semana.asp

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