Capela do Alto: Jovem de 24 anos morta pelo marido era mantida em cárcere privado e não podia ter celular, diz irmão

Crime ocorreu no dia 2 de maio, no bairro Jardim Nova Capela. Vítima foi levada pelo suspeito, Fernando Locatelli, de 31 anos, ao pronto atendimento da cidade com marcas de esganadura.

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Reprodução / Facebook

O irmão de Jéssica Ilídio, de 24 anos, que morreu ao ser espancada pelo marido, em Capela do Alto (SP), afirmou ao G1 que a jovem era mantida em cárcere privado e não podia ter celular ou acesso à internet.

“Eu mesmo não tinha amizade com ele pelas coisas que vinham acontecendo com a minha irmã. Ele já vinha batendo nela, ela não podia ter telefone ou redes sociais e a última postagem dela tem mais de anos. A Jéssica não trabalhava, acho que por ciúme dele. Ele praticamente mantinha ela em cárcere privado”, diz Davi de Oliveira Farias, de 35 anos.

O crime ocorreu no dia 2 de maio deste ano, no bairro Jardim Nova Capela. A vítima chegou a ser levada pelo suspeito, Fernando Locatelli, de 31 anos, ao pronto atendimento da cidade com marcas de esganadura.

Fernando foi preso em flagrante após confessar que agrediu a vítima com socos até ela perder a consciência. Ele admitiu também que as brigas entre os dois eram frequentes. A prisão preventiva foi decretada pela Justiça um dia depois.

Davi ainda conta que quase não encontrava Jéssica pessoalmente, porque mora em Sorocaba (SP). A jovem estava com Fernando havia quatro anos e tinha uma filha de três anos com ele.

Ainda de acordo com o irmão, no dia do crime Jéssica estava em uma festa com Fernando e os dois começaram a ingerir bebida alcoólica. O marido não gostou de ver a jovem bebendo junto e começou as agressões na rua.

Jovem foi morta espancada em Capela do Alto (SP) — Foto: Arquivo pessoal

Jovem foi morta espancada em Capela do Alto (SP) — Foto: Arquivo pessoal

“Ele estava batendo nela com a bebê no colo e foi agredindo ela até a casa. Ele achou que ela estava desmaiada e deu um banho nela desacordada. Chegou no hospital e viram que ela estava morta, aí ele confessou o crime”, lembra.

A criança foi encontrada assustada após presenciar as agressões. Segundo Davi, agora ela está bem e morando com os pais da jovem.

“É muito dolorido. A gente vê acontecendo muito, mas nunca acha que vai acontecer com a própria família. A gente sente bastante. O sentimento que fica é de indignação. Espero que ele leve isso para o resto da vida dele e pague pelo crime que cometeu. Quem ama cuida, não mata.”

O corpo da jovem foi enterrado no cemitério de Capela do Alto e o caso continua sendo investigado pela delegacia do município.

Casal tinha uma filha de três anos, que presenciou as agressões — Foto: Arquivo pessoal

Casal tinha uma filha de três anos, que presenciou as agressões — Foto: Arquivo pessoal

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