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Com pedidos de calma, Palmeiras se prepara para semana decisiva

Redação
Escrito por: Redação
A derrota por 2 a 0 na partida de ida contra o Boca Juniors, em Buenos Aires, faz com que os próximos seis dias tragam tensão para o clube.

Até esta quarta (24), a estratégia palmeirense de ter praticamente um time para o Campeonato Brasileiro e outro para a Libertadores funcionou à perfeição. A equipe abriu vantagem na liderança do torneio nacional e entrou nas semifinais do continental como favorito.

A derrota por 2 a 0 na partida de ida contra o Boca Juniors, em Buenos Aires, faz com que os próximos seis dias tragam tensão para o clube.

No sábado (27), o Palmeiras visita o Flamengo pelo Brasileiro. O rival é o vice-líder e, se vencer, vai diminuir a distância para a primeira colocação para apenas um ponto (62 a 61). Os dois times já haviam disputado o título em 2016, com os paulistas levando a melhor.

A previsão é que o Maracanã esteja lotado. Da mesma forma que La Bombonera estava na Libertadores.

Quatro dias mais tarde, na quarta (31), acontecerá a partida de volta diante do Boca Juniors. O Palmeiras terá de vencer por três gols de diferença ou mais para se classificar. Se devolver os 2 a 0, a vaga será decidida nos pênaltis.

“Não vamos deixar nos levar porque o jogo [contra o Boca] estava controlado até eles fazerem o primeiro gol. O placar foi enganoso”, pediu o lateral Diogo Barbosa, afirmando não haver motivo para desespero.

A tranquilidade vale principalmente no Brasileiro, onde o Palmeiras continuará na ponta mesmo se perder, embora com vantagem apertada. Mas se ganhar no Rio de Janeiro, chegará a 65 pontos e poderá abrir até sete pontos na liderança, dependendo do resultado do Internacional (terceiro, com 57), que enfrenta o Vasco como visitante.

À exceção de Felipe Melo, que passou pelos repórteres esbravejando contra a equipe da Fox Sports por causa de um tuíte da emissora que perguntava se ele falhou no primeiro gol do Boca Juniors, todos seguiram a instrução do técnico Luiz Felipe Scolari de manter a tranquilidade. O discurso foi simples. Está tudo sob controle. Mas a expressão corporal de alguns dizia outra coisa.

Edu Dracena e Antonio Carlos, preteridos na escalação depois de serem utilizados na maioria dos jogos da Libertadores, saíram de La Bombonera com expressão abatida. Luan reconhecia o erro no lance do segundo gol de Benedetto, quando levou drible antes de o atacante finalizar.

“Talvez se eu tivesse ficado parado, a jogada teria morrido ali. Mas serve para a gente aprender com os erros”, comentou o zagueiro, lembrando do momento que tentou roubar a bola do adversário e acabou driblado.

A partida contra o Flamengo é a primeira vez que Felipão encontra um dilema de verdade sobre qual escalação utilizar. Ele pode mudar a equipe pensando no confronto de volta com o Boca. Mas e se perder? Se usar todos os considerados titulares, o cansaço pode se acumular antes da Libertadores.

“Não tem como isso [o cansaço] estar acumulando. Isso não pesa porque o Felipão tem revezado os jogadores. Na quarta que vem, com o apoio da nossa torcida, o placar pode ser revertido [contra o Boca]”, defendeu Diogo Barbosa.

Desde que Scolari foi contratado para comandar o time, no final de julho, o Palmeiras não perdeu nenhuma vez no Brasileiro.

Imagem: Reprodução

Com informações da Folhapress.

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