Corporate Venture Capital, Crowdfunding e M&A: O que isso tem a ver com inovação aberta?

No final das contas sem investimento não há desenvolvimento.

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Reprodução

 Em 2019, durante o Inova Trade Show, o investidor radicado no Vale do Silício, Tommaso Di Bartolo, conhecido por investir em uma centena de startups, anunciava um apocalipse:

“Até 2025, 75% das 500 maiores empresas do mundo irão desaparecer”

Di Bartolo está longe de ser o único “evangelista do ecossistema” a fazer afirmações como esta, mas isso parecia fazer mais sentido na perspectiva de 5 anos atrás. O que, de fato, estamos constatando, é que muitas grandes empresas estão encontrando o seu lugar dentro do ecossistema.

Segundo levantamento do Distrito, as corporações brasileiras já investiram mais de US$ 622 milhões em startups, ao longo de 2021, através de fundos de Corporate Venture Capital (CVC).

Os fundos de Corporate Venture Capital têm se tornado uma das principais alavancas da inovação aberta, pois é através desse tipo de investimento, que as grandes corporações encontraram o caminho para se aproximarem de startups com soluções inovadoras e sinergia à sua esteira de produtos. Elas se tornam sócias, fornecedoras de tecnologia e ainda diversificam o modelo de negócio e os mercados de atuação.

Então, ao que parece, as profecias podem ter trazido um senso de urgência importante, e ao invés de uma grande quebradeira, estamos assistindo uma onda de aquisições, cujo objetivo é incorporar de forma rápida um mindset ágil, para fazer frente às necessidades de um novo perfil de consumo.

De fato, os fundos de Corporate Venture Capital, não são capazes de comprar “lotes” de cultura, mas com a digitalização crescente, as organizações precisam incorporar uma cultura organizacional de adaptação constante e mentalidade empreendedora, o que pode ser encontrado facilmente em startups que já venceram o “vale da morte” e já se provaram, também como negócio.

Rerodução

Mas além disso, é que se antes, esses investimentos em startups estavam restritos à fundos ligados às grandes empresas, hoje os fundos coletivos de equity crowdfunding, fundos sindicatos (ligados à fundos de investimentos Venture Capital) e até mesmo com tecnologia de blockchain embarcadas à base de cryptomoedas e NFTs, já são uma realidade para democratizar investimentos e captação de pequenas empresas.

Dessa forma, não apenas as grandes, mas as pequenas e médias também podem participar da festa, tendo acesso facilitado a um capital para colocar em prática planos de expansão que antes eram condicionados às linhas de crédito bancários.

No final das contas sem investimento não há desenvolvimento.

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Feijó – CEO da WeGo Hub de Inovação

Fundador do Movimento IDEIA e voluntário do Startup Weekend.

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