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Depressão na adolescência; como encarar esse problema

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Escrito por: Jane Rezende

Por Jane Rezende – Alterações de humor, comportamentos e sentimentos, são comuns em todas as fases da vida, mas no (a) adolescente é muito mais intensa e comum devido aos ajustes do desenvolvimento do corpo e do desenvolvimento psicoemocional.

As situações mais associadas à depressão são a ansiedade, abuso de substâncias, déficit de atenção, transtorno de comportamento e baiza autoestima. Estes estão dentre as principais causas.

O próprio fracasso escolar ou distúrbio de comportamento pode ter sua origem na depressão.

Estudos mostram hoje haver correlação com a genética, ambiente estressante, criação inadequada, morte de pais, conflitos conjugais, excesso de crítica ou autocritica, desesperança, deficiência nas habilidades sociais.

As manifestações mais comuns que são observadas são:

Diminuição de interesse pelas coisas ou o prazer de forma excessiva.

Perda ou ganho de peso exageradamente.

Insônia ou excesso de sono

Agitação ou lentidão psicomotora

Fadiga ou perda de energia

Sentimento de desvalia ou culpa excessiva.

Redução da capacidade de raciocínio.

Uma das condutas direcionada para o tratamento do(a) adolescente é sem dúvida a reaproximação principalmente dos pais.

Atualmente a terapia cognitivo comportamental tem sido aplicada com sucesso caracterizada por uma abordagem ativa(onde o adolescente participa da sua melhoria), direcionada ao problema atual, estruturada e com prazo limitado com o objetivo de ajuda-lo a reconhecer e modificar os pensamentos e sentimentos distorcidos.

A participação esta inserido o adolescente e sua família, que são acompanhados por um especialista, ajudando aos pais a desenvolverem práticas educativas aos seus filhos de acordo com suas necessidades, propiciando o surgimento de sentimentos de compreensão e esperança nos pais e no adolescente.

O treinamento dos pais, é mostrado através de estudos, como a melhor modalidade do tratamento da depressão, do TDHA.

Esse mecanismo substitui a disciplina permissiva ou punitiva, pela metodologia da firmeza associada a relações amorosas e calorosas, de aceitação, interação.

Atividade física direcionada estimulando um esporte o qual o adolescente goste, pois a atividade física predispõe ao aumento de neurotransmissores do bem estar.

Dieta equilibrada já que se comprova hoje ser a alimentação um fator importante no equilíbrio psicoemocional.

Acompanhamento psicológico e psiquiátrico

É necessário portanto um acompanhamento multidisciplinar para o suporte do(a) adolescente e de seus familiares.

Imagens: Reprodução

Sobre o autor

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Jane Rezende é médica pediatra.

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