Dez erros comuns que podem ser evitados na decoração

As arquitetas Bianca Tedesco e Viviane Sakumoto, da Tesak Arquitetura, reuniram dicas para garantir um decor harmônico, organizado e belo

Decorar nem sempre é uma tarefa fácil – seja quando falamos de uma sala, quarto ou até varandas. É fundamental saber que tipo de mobiliário escolher, quais os melhores tamanhos e qual paleta de tons optar para que o resultado não seja uma dor de cabeça. Pensando nisso Bianca Tedesco e Viviane Sakumoto reuniram os 10 erros mais comuns cometidos na decoração e preparou um guia para ajudar a conceber ambiente aconchegantes e muito bem executados. Confira:

1. Cuidado com pendentes e lustres

Segundo as profissionais, um dos equívocos mais comuns na hora de decorar está na iluminação do ambiente, que deve ser definida com cautela. “Quando falamos de lustres sobre uma mesa de jantar, por exemplo, devemos avaliar o tamanho do mobiliário e também do pé-direito”, dizem. Assim a peça não se torna um incômodo estético, evitando também que a incidência de luz seja incômoda e sem ofuscar o espaço em demasia.

Muitas vezes, um sofá menor pode ser a escolha perfeita – como visto nesse projeto da Tesak Arquitetura.

Divulgação/ Foto: Luís Gomes

Muitas vezes, um sofá menor pode ser a escolha perfeita – como visto nesse projeto da Tesak Arquitetura.

2. De olho no sofá

Peça indispensável em um living ou home theater, o sofá precisa ser elencado de acordo com as dimensões do cômodo, de forma a manter proporcionalidade e não comprometer a circulação. Apesar de parecer visualmente confortável, os modelos muito grandes podem se tornar uma dor de cabeça. “Em uma sala de múltiplo uso, que une living e home theater, o ideal é fugir das peças muito volumosas e que ocupam muito espaço. Esse desacerto deixa o ambiente apertado e carregado”, alertam. Nesse caso, as opções compactas são as mais adequadas.

Segundo a dupla da Tesak Arquitetura, as cores são bem-vindas, mas com parcimônia.
Divulgação/ Foto: Luís Gomes

Segundo a dupla da Tesak Arquitetura, as cores são bem-vindas, mas com parcimônia.

3. Cores e estampas

Ambientes neutros são difíceis de errar, mas quando o assunto são as cores e estampas, é preciso combiná-las com cautela. “No jogo de sintonia, a aplicação de um tapete geométrico requer a presença de almofadas lisas, que podem ser coloridas dentro da variação dos tons vistos na própria estamparia”, indicam as arquitetas da Tesak Arquitetura.

4. Espelho na medida

Espelhos são conhecidos por conferir uma sensação de amplitude, todavia não devem ser espalhados exageradamente pela casa. “Se revestir muitas paredes, podem causar uma sensação confusa de estética”, explicam Bianca Tedesco e Viviane Sakumoto. Aqui, menos é mais – invista em uma parede de destaque, mas com moderação.

Menos móveis podem garantir melhor circulação, como visto nesse projeto da Tesak Arquitetura.
Divulgação/ Foto: Luís Gomes

Menos móveis podem garantir melhor circulação, como visto nesse projeto da Tesak Arquitetura.

5. Circulação privilegiada

É muito frequente que o morador se encante por um mobiliário que, por vezes, é maior do que deveria, gerando uma constituição que não respeita a circulação do ambiente. “Entretanto, em busca da harmonia, investir em peças menores e que promovam um sentido decorativo é um caminho que valoriza o layout,” indicam as profissionais.

6. Conheça as medidas

Quem nunca chegou em uma loja sem saber as metragens exatas do cômodo ou do mobiliário que desejava? “Talvez esse seja um dos erros mais comum e que precisa ser abolido. Sempre que for sair para comprar uma nova peça, é primordial tirar as medidas de onde se deseja modificar algo. As chances de um prejuízo, em função de uma compra errada, são grandes sem essa prudência”, dizem. Isso vale tanto para móveis, quanto para revestimentos e até tapetes.

7. Invista na manutenção

Decorar um imóvel não é sinônimo de um baixo investimento, por isso é preciso ter zelo pelos itens materiais adquiridos. “A falta de manutenção dos móveis e objetos pode levar até a perda de uma peça, deixando a casa menos agradável de se estar”, alertam. A dedicação em realizar os cuidados corretos, como nunca posicionar um copo gelado sobre uma superfície de madeira, por exemplo, pode aumentar a vida útil do mobiliário adquirido.

Para uma cortina perfeita, as arquitetas Bianca Tedesco e Viviane Sakumoto indicam o tamanho que acompanhe o pé-direito até o piso, sem faltar ou sobrar.
Divulgação/ Foto: Luís Gomes

Para uma cortina perfeita, as arquitetas Bianca Tedesco e Viviane Sakumoto indicam o tamanho que acompanhe o pé-direito até o piso, sem faltar ou sobrar.

8. Tamanho das cortinas

Belas e funcionais, as cortinas estão presentes em diversos ambientes, mas costumam causar dúvidas – principalmente em relação a seu tamanho. “Elas não devem ser muito longas, de modo que fiquem franzidas, mas também não podem ser curtas. O correto é deixá-las rente ao piso”, explicam Bianca Tedesco e Viviane Sakumoto, que advertem sobre certos tecidos que ocasionalmente tendem a encolher depois de lavados – por isso, ter alguns centímetros a mais, nesse caso, se faz necessário.

9. Tomadas necessárias

Especialmente hoje em dia, é comum demandarmos tomadas em todos os cantos para carregar celulares, computadores e afins. Porém, um excesso de tomadas pode comprometer a decoração e organização do lar. “Veja os equipamentos necessários para o ambiente, faça uma lista para evitar excessos e então planeje o melhor posicionamento”, ensinam.

10. Respeite o estilo do ambiente

Por fim, harmonia é palavra-chave na hora de decorar. “Quando não se tem a moderação em seguir o estilo do ambiente, o lar pode ficar poluído. É claro que uma mescla pode ocorrer, mas prezar pelo equilíbrio é a melhor estratégia para não causar uma poluição visual”, concluem as profissionais da Tesak Arquitetura.