Dirigentes da Fórmula 1 exigem que Lewis Hamilton cumpra as regras: “Senão não vai correr”

Lewis Hamilton vem polemizando na Fórmula 1 por criticar e passar por cima do regulamento da FIA

Crédito: Motorsport / Reprodução

Desde a última corrida da Fórmula 1, realizada em Miami, nos Estados Unidos, seguem crescendo os apelos de dirigentes da categoria para que os pilotos cumpram todas as regras descritas no regulamento da FIA (Federação Internacional de Automobilismo).

No GP passado, o inglês Lewis Hamilton ameaçou não correr em Miami como forma de protesto contra a proibição pelo uso de acessórios como piercings, brincos e correntes durante as provas.

“Se eles me impedirem, que assim seja. Temos um piloto reserva, então estamos prontos e preparados. De qualquer forma, há muito o que fazer nesta cidade”, disse Hamilton, que conseguiu a isenção para competir usando seus acessórios.

E a polêmica em cima das joias do heptacampeão da F1 continuam às vésperas do GP da Espanha, que acontece no final de semana que vem.

Andreas Seidl, chefe da equipe McLaren, exigiu que Lewis Hamilton cumpra o regulamento. “É uma regra que existe há não sei quantos anos e em outras categorias isso nem se discute. Tem que cumprir, senão não vai correr”, disse o dirigente ao “Motorsport”.

E ele ainda criticou um suposto tratamento diferenciado dado ao britânico da equipe Mercedes. “Depende de Lewis, há multas que são aplicadas. É como se alguém estivesse acelerando além do limite nas estradas, você não pode impedi-lo, mas eles são multados. Tem que haver uma regra para todos”, completou.

Já o ex-piloto Alexander Wurz, atual presidente da GPDA (Associação de Pilotos), também é a favor de que Hamilton cumpra o regulamento.

“Precisamos trabalhar juntos. É uma regra que existe por uma razão. Eu teria uma abordagem um pouco diferente para taratr esse caso e enviar essa mensagem. Não quero acabar em algo como futebol, onde há mais discussão e abuso verbal. Temos que trabalhar juntos”, disse em entrevista à “Sky”.

O presidente da FIA, Ben Sulayem , foi outro que falou sobre o assunto. “Gostaria que Lewis fosse um modelo, como embaixador, para enviar a mensagem certa aos jovens pilotos para que possamos evitar uma tragédia. Devemos usá-lo por uma boa causa”, disse ao “Sportsmail”.

“Adoro joias. Mas no carro não pode haver escolha. Essas regras não são de agora. As pessoas podem perguntar aos antigos dirigentes porque colocaram isso no regulamento. Se Hamilton vai desafiar a regra? Isso é com ele”, finalizou.