Estamos nus! Chegou a hora

Chegou a hora de sermos gigantes, não pelo o que temos, mas pelo o que somos como seres humanos.

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Acervo pessoal/Murilo Moto e Talita Meira.

Estamos nus!

Nus de tudo aquilo que era considerado parte de nós, buscando preencher de forma positiva o vazio inesperado que toda essa paralisação mundial tem nos causado.

O chamado de fora para dentro, e de dentro para dentro.

O que fizemos até aqui, tem feito sentido?

As nossas idas e vindas no automático, as válvulas de escape para os mais variados destinos e companhias, tem nos trazido realização pessoal e também vida na nossa existência?

Como temos considerado a nossa existência?

Vulnerável talvez?

O chamado para reflexão, para fazer diferente, para fazer melhor!

Será que conseguimos? Juntos?

Ou iremos mais uma vez fazer nossas próprias leis, como se fossem as mais lógicas e assertivas, ignorando a realidade dos fatos que até nos cegam de tanta nitidez, esnobando as circunstâncias, passando por cima de tudo e todos com a nossa prepotência, feito um rolo compressor?

Quer queira ou quer não, o resultado sempre chega, e caso ele não for como esperamos, iremos procurar com as nossas mãos cheias de dedos, o culpado.

E se eu te dissesse que é a nossa última chance nesse jogo chamado vida?!

Quer fazer o seu melhor?

A hora é agora!

O relógio não só mostra que horas são, quanto nos mostra que o tempo está passando e não resta muito tempo …

O que nos resta para que essa fase seja superada, é aceitar a nossa única condição: a de ser humano.

Colocar em prática o que diariamente gritamos aos 4 ventos, ou simplesmente aprender na prática o que é ser um ser mais humano.

Aqui e agora! Já!

O que fizermos agora, vai garantir o depois, que por milhares de razões, desejamos que ele realmente chegue!

Aceitar a atual situação, até porque, não tem outro jeito, e especialmente as voltas que o mundo dá. Ele dá muitas voltas, e nessas voltas, meus amigos, não sabemos onde ele irá nos levar.

E cá estamos. Nus.

Tentando nos proteger mais uma vez, mantendo distância do amigo, para salvá-lo, reinventando maneiras de disfarçar a essa nudez diante de tamanha exposição.

Por isso, reflitam os reais valores e estratégias a serem considerados. Aqueles que o capitalismo engoliu e nos fizeram reféns.

Reféns de padrões e comportamentos que enchiam bolsos, atendiam status, acariciavam o ego, tomavam o nosso precioso tempo, num cenário de utopia e fragilidade.

Chegou a hora de resgatar o que está soterrado, em meio aos escombros, sem saber se algum sobrevivente ainda respira.

Chegou a hora de resgatar os nossos instintos humanos que estão esquecidos dentro das nossas desculpas mais esfarrapadas, cheias de vergonha e falta de bom senso.

Chegou a hora de resgatar e assumir 100% o nosso real papel, dentro da nossa casa e quem mora nela.

Chegou a hora de resgatar o quão generosos somos, quando nos disponibilizamos em sermos melhores, quando damos o nosso melhor, para o melhor de alguém.

Chegou a hora de confiar no potencial da mão estendida.

Chegou a hora de sermos gigantes, não pelo o que temos, mas pelo o que somos como seres humanos.

Chegou a hora de despertar o ser humano rico de boas intenções e ações.

Chegou a hora de nos merecermos.

Chegou a hora de se libertar das migalhas, da indiferença e da estúpida ignorância.

Chegou a hora de abraçar a causa, encarar o problema, visando a solução.

Chegou a hora de resgatar o orgulho de ser quem somos, nas condições que nos encontramos, buscando ser o ser humano mais humano de todos os tempos!

Que nossa casa seja o nosso forte, que sejamos combatentes incansáveis nessa batalha que não escolhe lados, mas escolhe vidas.

A nossa vida é importante e a do outro também.

Que comece mais uma odisseia, a Odisseia de Apollo!

Imagens: acervo pessoal/Murilo Moro e Talita Amaral
Talita Meira, 36 anos Natural de Pirassununga, interior de SP Publicitária de formação Marketeira de especialização Escritora de coração – siga @paragrafeii Eterna viajante Amante de fotos, natureza, esportes e culinária Me considero uma pessoa divertida, sensível e intensa. Tem coisa que você aprende, só depois que você cruza o oceano. Desapegar é um estilo de vida, vai por mim! Murilo Moro, 30 anos, atleta por opção, bartender de profissão, saiu do Brasil com 18 anos em busca de um sonho, já morou em 4 países diferentes, e visitou outros tantos, apaixonado por línguas acabou aprendendo 4, obcecado pela cultura alheia e pelas diferenças entre elas. Aprendiz, que tem muito a ensinar.