Gol de placa do São Paulo!!! Clube contrata jogador argentino com criptomoeda

Apesar do tricolor do Morumbi sair na frente, o clube brasileiro não é pioneiro nesse tipo de operação.

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 Diante das “bruxarias” de jogadores como Denilson, Neymar e Ronaldinho Gaúcho, o narrador Galvão Bueno, empolgado gritava:

“Olha só que ele fez, olha só o que ele faz!”

…e seria com este bordão, que Galvão Bueno, narraria o drible do São Paulo Futebol Clube, na última semana, ao contratar o jogador argentino Giuliano Galoppo, do Club Atlético Banfield, utilizando uma stablecoin, moeda digital cujo valor é pareado ao dólar, a USDC.

Apesar do tricolor do Morumbi sair na frente, o clube brasileiro não é pioneiro nesse tipo de operação. Em 2021, o ex-jogador do Real Madrid, David Barral foi comprado pelo DUX Internacional de Madrid, um time da segunda divisão na Espanha, e o pagamento foi feito com bitcoins.

Lionel Messi, o craque argentino, também já recebeu parte do prêmio do contrato com o Paris Saint Germain, em “fans tokens”, um NFT próprio do clube francês.

Aqui mesmo, já conversamos sobre o mundo milionário dos esportes e suas descobertas em criptoativos: o Patrocinio do Barceleona pela Polkadot, a uso de Fans Tokens pelos clubes, os ingressos do  Super Bowl que viraram NFTs e até mesmo a compra do Cruzeiro pelo ex-jogador Ronaldo Fenômeno, são exemplos de como os ativos digitais estão se tornando comuns, no meio esportivo.

Mas por que podemos considerar essa operação entre o São Paulo e o time argentino um grande drible?

É que o principal motivo, por trás desta compra utilizando uma criptomoeda, se deve ao fato da economia da Argentina estar afundada em uma enorme crise financeira e uma inflação galopante. O peso argentino está fortemente desvalorizado perante o dólar, chegando à casa dos 235 pesos, ou 250 pesos, no mercado paralelo.

Esta situação tem levado o governo argentino a intervir na entrada e saída de dólares no país, mas apesar das mazelas e da má gestão dos governantes, mundo a fora, a economia encontra as suas alternativas. Então, quase que de forma natural, a tecnologia do blockchain, por trás das criptomoedas, se apresenta como caminho seguro, rápido e barato para a bola continuar rolando nos gramados.

Desenvolvida pela Circle e pela Coinbase, a USDC é uma stablecoin, ou seja, uma moeda digital lastreada ao valor do dólar, que tem por objetivo ser “mais estável”, do que outras criptomoedas, como o próprio bitcoin, por exemplo. Assim, 1,00 USDC, equivale a US$ 1,00.

Bem, então não é à toa, que o Banfield preferiu essa forma para receber o seu dinheiro. Foi uma maneira do time argentino preservar a suas finanças com a mínima interferência governamental.

Além disso, a Bitso, plataforma mexicana de criptomoedas, já é patrocinadora do time do Morumbi, o que facilitou, em muito, a aquisição de Galoppo, por 8 milhões de dólares.

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Nessa esteira, a parceria Bitso/São Paulo também já abriu a venda de ingressos que podem ser comercializados em criptomoedas, por enquanto, apenas para sócios torcedores cadastrados e que já receberam a carteirinha de membro do programa.

O torcedor Fabio Gloeden Brum foi o primeiro são-paulino a comprar um ingresso com moedas digitais, e foi presenteado com um token não-fungível (NFT) do primeiro bilhete para um jogo de futebol, no Brasil, comprado com bitcoin.

Então, se você é daqueles que ainda está em dúvidas sobre a adoção do dinheiro digital, pelo mundo, é bom apertar o passo, pois esta operação milionária, envolvendo um jogador de futebol e times de renomes internacionais, é só mais um exemplo de como a tecnologia e o mercado tem evoluído.

A cada dia as moedas como o bitcoin conquistam mais adeptos e consolidam seu espaço, assim como toda inovação, que no começo é para poucos, mas na medida em que soluciona problemas verdadeiros, se estabelece na sociedade

E você irá ficar de fora dessa?

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Feijó – CEO da WeGo Hub de Inovação

Fundador do Movimento IDEIA e voluntário do Startup Weekend.

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