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Guarani conquista acesso à elite paulista

Redação
Escrito por: Redação
Foram cinco doloridos anos. De decepções, eliminações precoces, deboche de rivais. Em 2018, precisava ser diferente. O time de melhor campanha da primeira fase merecia um final feliz na Série A2. E ele veio. Com dificuldade, é verdade, mas a missão está cumprida. O Guarani será novamente um time de elite no Campeonato Paulista. A coroação veio após a vitória por 1 a 0 sobre o XV de Piracicaba, quarta-feira, no Brinco de Ouro.
No time do ataque envolvente formado por Rondinelly, Bruno Nazário, Erik e Bruno Mendes, do ídolo Fumagalli, do lutador Baraka e do voluntarioso Lenon, a conquista foi coletiva, mas o herói atende pelo nome de Ricardinho. Foi dos pés do volante, no início do segundo tempo, o gol que definiu o acesso alviverde.
Com a festa da sua torcida garantida, o Bugre agora tem a chance de buscar o título. Na decisão, o adversário será o Oeste, em data que será confirmada hoje pela Federação Paulista. O certo é que o palco da final é o Brinco, afinal o Guarani fez melhor campanha na somatória das fases.
A atmosfera era toda favorável aos donos da casa. Antes do jogo, os bugrinos receberam a delegação com muita festa e encheram o estádio esperançosos em um bom resultado. Os quase 16 mil torcedores — segundo divulgado pelo clube — fizeram sua parte, mas sofreram no início da partida. O maior susto foi aos 4′. Após troca de passes, Fabinho saiu na cara de Bruno Brígido e bateu, mas caprichosamente a bola passou do lado da trave direita e ela não entrou.
Em momento algum o Guarani conseguiu ditar o ritmo no primeiro tempo ou exercer a pressão esperada. Ansioso, errando bolas fáceis e sem conseguir combinações ofensivas, a equipe viu o XV bem mais à vontade em campo e controlando as ações. A primeira finalização só veio aos 16′, em cabeçada para fora de Bruno Mendes.
Depois dos 30′, a partida clareou um pouco mais para os donos da casa. O XV ofereceu mais espaços, o Guarani teve o domínio territorial, mas faltava aquele acerto na tomada de decisão. Bruno Mendes resolveu tentar sozinho, aos 43′. O atacante passou fácil pelo marcador, colocou na área, mas Erik não aproveitou e o placar foi zerado para o intervalo.
Esse 0 a 0, que significava pênaltis, serviu para elevar o clima de tensão. Mas ele durou exatamente um minuto e 43 segundos na etapa final. Acabou quando Bruno Nazário recebeu de Rondinelly e acionou Ricardinho na área. Na raça, o volante se atirou em direção à bola e ela foi parar no cantinho direito de Samuel Pires para fazer vibrar o torcedor no Brinco.
Após a abertura do placar, o Guarani finalmente se tranquilizou e cozinhou o jogo. Ao XV, não restava outra alternativa que não a de se expor em busca de um empate que lhe manteria vivo. Não faltou iniciativa aos visitantes, mas a falta de qualidade pesou. Sem conseguir penetrar na defesa, a alternativa foram os chuveirinhos que a defesa bugrina, bem postada, não deixou que incomodassem Bruno Brígido.
Aos 38’, com a expulsão de Vinícius Simon, tudo ficou mais fácil. E a torcida, que passou anos ressabiada, se deu ao direito de extravasar antes do término da partida. Gritou, comemorou e só esperou o apito final para tirar de vez o grito da garganta. O grito de ‘O Bugrão voltou’.
Imagem: Leandro Ferreira/AAN
Com informações do Correio Popular

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