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Halloween: a festa importada

Tom Nishi
Escrito por: Tom Nishi

Até os anos 90, Halloween era algo que só víamos no cinema ou em séries americanas. Com a disseminação do ensino de inglês para crianças, o Brasil acabou importando diversas datas anglo saxãs como esse Dia das Bruxas, o Saint Patrick’s Day (pelo menos, uma desculpa para encher a cara) e Black Friday, que se tornou uma verdadeira Black Fraude por aqui.

A origem do Halloween remonta ao um festival pagão denominado Samhain, que significa “fim do verão”, cuja origem é, provavelmente, celta, e celebrava o fim das colheitas, quando a comida era abundante e os camponeses celebravam a fartura com seus deuses durante três dias. No século 8, o papa Gregório 3º mudou a data do Dia de Todos os Smtos de 13 de maio para 1º de novembro, numa provável tentativa de cristianizar a festa pagã. Assim surge o nome “All Hallows’ Eve”, ou véspera do Dia de Todos os Santos, que virou Halloween.

As características da festa como conhecemos hoje começam a tomar forma entre os séculos XV e XIX. Fogueiras eram acesas para a queima do joio como símbolo do rumo a ser seguido pelas almas cristãs no purgatório ou para repelir bruxaria e a peste negra. Eram também comuns simpatias para encontrar o grande amor e a procissão de crianças indo de casa em casa cantando rimas ou orando e recebendo bolos de boa sorte que representavam almas que haviam sido salvas do Purgatório. Há quem afirme que, como nesse dia, os mortos caminhavam entre os vivos, surgiu o costume de usar máscaras para que os espíritos vingativos não identificassem suas vítimas.

O Halloween chega aos Estados Unidos com a migração irlandesa, provocada pela Grande Fome de 1845, quando uma praga devastou as plantações de batata do país. Foi na América que a abóbora decorada com um rosto virou símbolo da festa. Na Irlanda, Escócia e País de Gales, o legume esculpido era uma espécie de nabo, mais comum por aquelas bandas. A origem está na lenda de Jack O’Lantern, um ferreiro bêbado que enganou o diabo várias vezes, e que ao morrer não pode entrar nem no Céu nem no Inferno. Assim, ele passa a vagar pela terra como morto-
vivo, iluminando seu caminho com uma lanterna esculpida num nabo.

Imagem: reprodução

Sobre o autor

Tom Nishi

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Barbeiro, coaching e empresário. Proprietário da B4Alpha Barbeeshop e Nishi Hair.

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