Indaiatuba

Indaiatuba será referência na América Latina com sistema de dados de coleta do teste de HPV

Redação
Escrito por: Redação

O estudo de detecção do DNA do vírus HPV (papilomavírus humano) será aplicado pelos próximos quatro anos em Indaiatuba, e é coordenado pelos médicos ginecologistas e pesquisadores da Unicamp, Dr. Luiz Carlos Zeferino e Dr. Júlio César Teixeira. Eles elaboraram o projeto há alguns anos e encontraram na Roche Diagnóstica um apoiador que permitiu a implantação da ação. A empresa disponibilizou equipamentos automatizados, insumos e recursos para aprimorar o sistema de rastreamento e possibilitar a avaliação da viabilidade econômica da implementação deste tipo de rastreio no Sistema Único de Saúde.

Esteve presente na reunião representando a Roche a gerente de Projetos RTD LATAM, Liliana Perez; a gerente de Assuntos Científicos, Marisa Dinnocenzo e a gerente de produto, Mariana Vitule. Representando a Prefeitura de Indaiatuba esteve o vice-prefeito e médico ginecologista, Dr. Tulio José Tomass do Couto; a secretária de Saúde, Graziela Drigo Bossolan Garcia; a diretora da Atenção Básica, Dra. Thais Helena Wilmers Perini; o médico ginecologista, Dr. José Pedroso Neto; a diretora de departamento, Luciana Mori e a enfermeira, Carla Sofia.

O Programa Indaiatubano de Rastreamento do Câncer de Colo de Útero com teste de HPV atende mulheres assistidas pelo SUS, dentro da faixa de idade indicada para o procedimento, entre 25 e 64 anos. A coleta do material para a realização do exame é realizada pelo médico ginecologista ou enfermeiro em consultório (mesmo procedimento de coleta para o Papanicolau). Caso o resultado seja negativo, a mulher somente precisará fazer um novo exame após cinco anos, diferentemente da citologia convencional, que, após resultados negativos em dois anos consecutivos, deve ser feita novamente após três anos.

De acordo com gerente de Assuntos Científicos, Marisa Dinnocenzo, a expectativa era atender 6 mil mulheres em 1 ano e esse quantitativo já está prestes a ser cumprido e a previsão é ultrapassar essa meta e chegar até 8.500 em dezembro. O levantamento de dados aponta que de 85 a 87% dos exames são resultados negativos para HPV; de 10 a 12% são casos de alto risco e de 5 a 6% são positivos e encaminhados para colposcopia (técnica diagnóstica médica para avaliar o colo do útero, e os tecidos da vagina e vulva por via de um instrumento que amplia e ilumina estas estruturas), caso haja lesões aparentes neste exame a paciente passa por uma biópsia. Em cinco anos de projeto a previsão é alcançar 100% do público alvo que corresponde a 31 mil mulheres.

Segundo a secretária de Saúde, o próximo passo é rastrear o público feminino que ainda não fez o exame e realizar uma busca ativa. “Nós temos a condição de identificar as mulheres que ainda não fizeram esse exame e esse é o nosso próximo passo. Afirmo que é de extrema importância que todas as mulheres dentro da faixa etária indicada procurem uma Unidade de Saúde para fazer o exame, pois só ele pode identificar o HPV antes mesmo de aparecer alguma lesão, isso sim é prevenção. Somos a unidade cidade do mundo que realiza esse exame com um software que integra todas as unidades de saúde e unidades especializadas. Temos muito orgulho de participar desse projeto e queremos abranger todo público alvo”, relata Graziela.

De acordo com informações disponibilizadas pelos pesquisadores da Unicamp Dr. Luiz Carlos Zeferino e Dr. Júlio César Teixeira, nas últimas décadas o país investiu no exame Papanicolau como principal método de prevenção do câncer de colo de útero, no entanto, não houve uma redução da mortalidade, devido à falta de controle sobre a população rastreada. As estatísticas apontam que no Brasil morre uma mulher por hora, com aproximadamente 45 anos, em consequência da doença e 80% delas não morreriam se o programa de rastreamento com o preventivo de citologia (Papanicolau) funcionasse de forma organizada e adequada. Por outro lado, o teste DNA de HPV é muito sensível e realizado inteiramente de forma automatizada, por esta razão as chances de falhas são muito pequenas. Com informações da prefeitura de Indaituba

Imagem: Laís Fernandes RIC/PMI

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