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Jundiaí: Operação conjunta fiscaliza áreas de preservação ambiental

Escrito por: Rogerio Azevedo
Duas pessoas foram levadas à delegacia e foi aplicada uma multa de R$ 27 mil. Operação contou com a participação da Polícia Ambiental, da Guarda Municipal Florestal e da Cetesb.

Uma operação conjunta da Polícia Militar Ambiental, da Guarda Municipal Florestal e da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) fiscalizou áreas de preservação ambiental em Jundiaí (SP) nesta quarta-feira (24). Duas pessoas foram levadas à delegacia e, ao todo, foi aplicada uma multa de R$ 27 mil.

A operação recebeu o nome de Tridente por contar com a participação de três órgãos que atuam na fiscalização e autuação de crimes ambientais. A força-tarefa recebeu denúncias de desmatamentos e construções irregulares na Serra do Japi.

“A gente sai aqui com algumas demandas pré-existentes. Se desta fiscalização houver a necessidade de alguma autuação, ela será providenciada tanto pela esfera estadual quanto pela esfera municipal”, explicou o major Pedro Alessander Barbosa, coordenador operacional do 1º Batalhão de Polícia Militar Ambiental.

O Parque da Cidade foi o local escolhido para dar início à operação. De lá as equipes seguiram por diversos pontos de Jundiaí e outras cidades da região. Cerca de 30 policiais militares ambientais e guardas municipais florestais, divididos em 12 equipes, participaram da operação.

Uma das equipes visitou uma propriedade que fica dentro de uma área de proteção ambiental, na Serra do Japi, para investigar possíveis crimes ambientais ligados a desmatamento e construção irregular.

Foram os guardas municipais que, durante uma ronda, viram a obra com indícios de irregularidade. A área, de aproximadamente 16 mil metros quadrados, fica no limite entre as cidades de Jundiaí e Cajamar.

“A princípio já percebemos que a máquina tinha mexido em área de preservação permanente e isso chamou bastante a nossa atenção”, comenta o guarda municipal Paulo Vicente Soares.

A presença de uma retroescavadeira, apreendida pela Polícia Ambiental, foi um dos indícios de crime ambiental, assim como a área desmatada cercada de mata nativa. Outras duas construções irregulares foram encontradas durante a operação.

“Certamente há algum tipo de intervenção na área de preservação permanente, porém a gente não tem o resultado final ainda do dano cometido aqui no local”, completa o capitão Maurício Hirano, comandante da 4ª Companhia da BPMA.

Imagem: Reprodução/TV TEM

Com informações do G1

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Rogerio Azevedo

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