Matheus Tocachelo Saúde

Lactato é o mocinho ou o vilão nos treinamentos físicos

Matheus Tocachelo
Escrito por: Matheus Tocachelo

Por Matheus Tocachelo – Até 2002 pôr falta de recursos modernos como os atuais, pesquisadores achavam que quando realizamos exercícios físicos, devido a contratação muscular o ácido lático era liberado decorrente dessa ação, falta de recursos que não conseguiam perceber a diferença na formação da substância, o ácido lático é C3H6O3 já o lactato tem uma composição à menos de hidrogênio daí vem a única proximidade dos dois, porém não são nada parecidos lactato C3H5O3.

Nosso organismo não consegue reagir com o ácido lático principalmente em atividades físicas, o pH necessário para a reação química é de 3.0, já o meio sanguíneo do nosso corpo é de 7.0 chegando em 6.0 devido a atividade física, assim um pH de 3.0 não seria compatível.

Devido ao fato de acharem que a reação química gerada nas atividades físicas seria o ácido lático, apontavam como o causador da fadiga e dores musculares seria possível pôr se tratar de ácido, logo após a descoberta do lactato C3H5O3, continuou apontando como esse causador dos desconfortos, porém o lactato é o mocinho na atividade física, ajudando na contratação muscular e auxiliando na liberação de hidrogênio.

Isso é fácil de comprovar, utilizando um analisador de lactato e três indivíduos com preparo físico parecido, esse teste foi realizado na minha pós graduação, retiramos a amostra do lactato dos três antes de começar a correr na esteira, logo após a corrida, 5 minutos depois e 10 minutos depois, constatou que o nível do lactato estava baixo na primeira amostra, logo após a atividade foi o maior índice e veio abaixando nas demais análises, com o número bem parecido dos três, apesar de a atividade ser diferente um realizou um treino de 5 tiros na velocidade máxima o maior tempo possível, com pausas passivas de 8 minutos entre os tiros, já o segundo indivíduo também realizou 5 tiros na velocidade máxima com o maior tempo possível, porém mudou a pausa também passiva mais de 4 minutos, já o terceiro indivíduo também realizou 5 tiros na velocidade máxima o maior tempo possível, porém sua pausa era ativa de 4 minutos mantendo 50% da velocidade máxima.

Com esse teste podemos concluir que apesar do estímulo diferente nas pausas o lactato foi parecido, diferenciando apenas o rendimento dos três, o primeiro que realizou pausa passiva de 8 minutos conseguiu somar um total de 685 segundos mantendo a velocidade máxima, o segundo que realizou passa passiva de 4 minutos manteve 487 segundos na velocidade máxima e o terceiro indivíduo que realizou pausa ativa de 4 minutos na metade da máxima, conseguiu manter 284 segundos na velocidade máxima, concluímos que não foi o lactato o que atrapalhou o rendimento mais sim o acúmulo de hidrogênio, já que o indivíduo que realizou a pausa passiva de 8 minutos conseguiu somar um total maior de tempo correndo na velocidade máxima.

Imagens: Reprodução

Sobre o autor

Matheus Tocachelo

Matheus Tocachelo

Formado em educação física pela CEUNSP, pós Graduando em biomecânica e avaliação física aplicada ao treinamento físico ( Estácio de Sá) , Head Coach Box alternativa

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