Comportamento Vitor Carneiro

Lançando âncora num mar tempestuoso

Vitor Carneiro
Escrito por: Vitor Carneiro
EXISTEM MOMENTOS QUE NOS TORNAMOS UMA EMBARCAÇÃO A DERIVA!

Por Vítor Carneiro – No decorrer da vida, ou seja, desde que me entendo por gente, um dos meus maiores desafios sempre foi o de “ancorar em um porto seguro”. Desde a dor das paixões da adolescência as frustrações dos objetivos não alcançados navegar sobre estas águas nunca foi nada fácil. E com o passar dos anos, que trazem consigo diversos desafios, parece que as águas ficam bem mais agitadas e as ondas muito mais agressivas. Quem não busca seu “porto seguro”?

Todo nosso viver, desde criança até a velhice, é rodeado pela necessidade de nos sentirmos seguros. Então, segurança é um alicerce fundamental para uma estabilidade emocional e uma motivação diária. Todos temos que encontrar o melhor lugar para ancorar essa embarcação conhecida por “VIDA”. Todos temos uma ansiedade de ancorar, ou atracar, nosso coração em um lugar de segurança. “Lançar âncora”, esta ferramenta que presa em uma corrente serve para imobilizar uma embarcação, significa nos estabelecer, fixar, encontrar abrigo, proteção ou apoio.

Em se tratando de vida, me atreveria a dizer que somos um “transatlântico”, até porque existe um oceano para se atravessar que em diversos momentos se encontrará extremamente agitado pelos sofrimentos e pelas tantas inquietações, inseguranças e incertezas. Neste exato momento necessitaremos resistir e navegar até encontrar nosso porto seguro para ancorar. Em cada obstáculo temos um novo desafio, um limite a ser superado e a cada instante um medo a ser vencido. A cada segundo necessitamos de sabedoria para hora ousar, hora manter o equilíbrio e a serenidade.

Um “PORTO SEGURO”, contudo, não deixa de ser algo complexo de se entender. A ideia em si é de um lugar, uma crença, pessoas, lembranças que resultam em um sentimento de paz interna, de equilíbrio e de esperança. E é a essa ideia que procuramos nos agarrar para lidar com as situações difíceis ou tempestuosas e assim tentar definir o que faremos a seguir. É a criação de um significado as vezes em meio ao nada. Mas, o que se faz quando não existe essa noção de “definição”? Difícil, até porque cada um sabe a dor que carrega. Talvez o caminho mais seguro seja o da fé em um Deus presente, que nos fortalece e que nos guia em segurança.

E as “ÂNCORAS”? servem para que nossas emoções não fiquem à deriva, mas estáveis e seguras. Sem dúvida alguma, são parte muito importante de nossas vidas; constroem hábitos. Elas nos ajudam em aprender a nos tornar competentes. Podem estimular uma ação e podem mudar nosso estado emocional.

A fé em Deus é como um farol! Vamos imaginar, como é extraordinário renascer e despertar todo nosso potencial! Restaurar a confiança em nós mesmos e nos outros. Resgatar a vivacidade e a alegria em viver. Promover abertura emocional para relacionamentos saudáveis, equilíbrio e a capacidade de desenvolver pensamentos criativos, inteligentes e sadios. Sem falar na identificação da nossa personalidade. Sem dúvidas estaríamos ancorados num porto seguro.

É claro que em momentos de caos o nervosismo toma conta, o cérebro não funciona direito, o que piora a qualidade das decisões que tomamos. Agimos impulsionados pelas emoções. Criamos e imaginamos o pior! Certamente a “coragem” é a nossa maior habilidade de confrontar o medo, a dor, o perigo, a incerteza ou a intimidação. Sem o medo, somos motivados a ir mais além. Enfrentamos os desafios com confiança e não nos intimidamos com o pior.

“Eu tenho promessas a cumprir e milhas a percorrer antes de dormir.” Robert Frost – um dos mais importantes poetas dos Estados Unidos do século XX.

Lembre-se: Tudo que nos cerca pode nos condicionar a darmos determinadas respostas, fazermos determinadas escolhas e termos determinados comportamentos além de determinadas atitudes e, se não estivermos conscientes, seguros, com coragem e atentos, podemos estar sendo condicionados a obter os resultados que não queremos.

Certa feita li em um texto a seguinte história: Conta-se que no século XVI uma caravela portuguesa se perdeu no Oceano Atlântico. O vento forte tornava a situação ainda mais ameaçadora. O capitão, no entanto, erguendo os olhos para as velas infladas, acalmou a tripulação já prestes a entrar em pânico, dizendo: “Nada precisamos temer: esses ventos nos levarão a um porto seguro”. E, mesmo sentindo o forte vento, os marinheiros adquiriram confiança e tranquilidade. A imensidão do mar não mais os assustava. Passados uns poucos dias, alegres gaivotas já anunciavam a proximidade de terra firme. Lá estava o porto seguro!

COMO MUDAR DE ESTADO?

Seguramente não é uma das tarefas mais fáceis. Mas uma coisa é certa, todos possuímos esta capacidade de mudar de estado! Escolher como se sentir é uma das habilidades necessárias para a liberdade emocional e uma vida feliz e certamente ela existe dentro de cada um de nós! Há, a liberdade emocional não significa jamais sentir estados negativos, e sim ser capaz lidar com eles e escolher a sua resposta.

Nas Sagradas Escrituras encontramos mapas que podem nos guiar ao lugar tão desejado e seguro. Elas falam a respeito do próprio Deus: “Somente em Deus eu encontro paz e nele ponho a minha esperança. Somente ele é a rocha que me salva; ele é o meu protetor, e eu não serei abalado.” Salmos 62.5-6

Não há como negar que nossas competências comportamentais dizem respeito à nossa inteligência emocional, que se refere ao nível de equilíbrio e a capacidade que possuímos de identificar e lidar com nossas próprias emoções e atitudes.

As tempestades procuram revelar a ideia de que estamos experimentando uma batalha desprovidos de recursos para enfrenta-las. Como se a embarcação não possuísse uma âncora para imobilizá-la num porto seguro. Acredito que para o nosso crescimento pessoal alguns estados desagradáveis se fazem necessário, porém sempre estaremos equipados para superá-los.

Há, um porto seguro, também pode ser momentaneamente o ponto onde ancoramos nossa embarcação (nossa vida) para descarregar as coisas negativas que acumulamos ao longo da jornada. Ou até mesmo o lugar onde paramos para uma manutenção e recarregar com novas provisões (amparo, confiança e…) que nos ajudarão a chegar ao nosso destino ou objetivos.

“Há uma força mais poderosa que o vapor, que a eletricidade e que a energia atômica: a vontade.”; “Loucura é fazer a mesma coisa repetidamente, esperando resultados diferentes.” Albert Einstein

Enfim, no momento em que sentimos a tempestade e que algo não está indo bem em algum aspecto de nossas vidas, devemos ancorar e respirar. E agora seguros e cheios de coragem vamos correr os riscos de promover umas mudanças necessárias para navegar em águas tranquilas.

Imagens: Reprodução/Google

 

Sobre o autor

Vitor Carneiro

Vitor Carneiro

Vítor Carneiro, é pastor e palestrante.

1 Comentário

  • Brilhante matéria pastor Vitor, as tenho em pasta, como elas são minhas âncoras!
    Abraços.

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