Mídia chinesa diz que cúpula do G7 é conservadora e recusa mudanças

O G7 não deu um bom exemplo relativo à cooperação internacional no combate à pandemia, afirma comentário da Rádio Internacional da China.

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Rádio Internacional da China – O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, partiu na madrugada da quarta-feira (9) para a Europa, onde fará sua primeira visita de Estado e comparecerá à Cúpula dos Líderes dos Países do Grupo dos Sete (G7) em Cornwall, no Reino Unido.

O Reino Unido, anfitrião do evento, definiu os temas em foco: o combate à pandemia, a recuperação da economia global após a pandemia, a questão do comércio, a questão do clima e da biodiversidade, assim como a “defesa do valor comum”. Será que o G7 consegue desempenhar um papel dirigente nesses aspectos?

O G7 não deu um bom exemplo relativo à cooperação internacional no combate à pandemia. Os Estados Unidos caíram no “pântano da pandemia” desde março do ano passado. O país preconiza abertamente os “EUA primeiro” na distribuição de vacinas, monopolizou uma grande quantidade de vacinas mas compartilhou poucas com o exterior, fato que tem sido muito criticado pela comunidade internacional.

Não é realista contar com o G7 na recuperação da economia global após a pandemia. Neste momento, a economia dos Estados Unidos tem o melhor desempenho entre os membros do bloco. Contudo, isto é baseado na política de flexibilização quantitativa sem limites. Os outros países do G7 apresentam um recuo na economia e mesmo a Alemanha, locomotiva da Europa, está enfrentando uma fraca demanda doméstica.

Os países do G7 possuem diversos conflitos e enormes divergências entre si na questão do comércio. Também são exemplos negativos no enfrentamento das mudanças climáticas e na proteção ambiental. A Oxfam criticou os membros do G7 pela distância entre seus compromissos relacionados às mudanças climáticas e os objetivos de controle de temperatura do Acordo de Paris.

Como representantes das economias mais desenvolvidas do mundo, o G7 ocupa apenas 40% da economia global. Seus comportamentos egoístas nos assuntos globais desapontam o mundo e sua influência está decaindo. O mundo de hoje é aberto, mas o conservador G7 recusa mudanças e se gaba de “aliança de democracias”, acusando frequentemente outras nações sem fundamento algum. O bloco se posiciona no lado oposto da tendência desta era. Trata-se exatamente da troça feita pelo acadêmico britânico, Martin Jacques, nas redes sociais: “Adeus G7”, “Seu fracasso se deve a si mesmo”.

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