Indaiatuba

MP apura diferença de velocidade em trechos da Rodovia Santos Dumont entre Indaiatuba e Sorocaba

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Escrito por: Redação

De acordo com o presidente do observatório, o motivo da solicitação, além do número de acidentes, foi a análise de que a rodovia não pode ter duas placas de velocidades diferentes em trechos com as mesmas características. O pedido de redução foi feito em fevereiro de 2017, mas, como não obteve retorno, o órgão decidiu encaminhá-lo para o Ministério Público. A Promotoria enviou ofício a todas as partes envolvidas.

“Porque no trecho entre a Rodovia dos Bandeirantes e Campinas é de 80 km/h e da Rodovia dos Bandeirantes até, vamos dizer, Itu, ela se transforma em 110 km/h? Ou seja, a vida de quem mora em Campinas vale mais do que quem mora em Indaiatuba? Porque os acidentes estão acontecendo”, disse o presidente do observatório, José Aurélio Ramalho.

De acordo com a AB Colinas, concessionária que administra a rodovia, registrou 217 acidentes na Santos Dumont de janeiro a maio. A empresa ainda informou que, do total de colisões, 165 pessoas ficaram feridas e oito morreram.

No dia 21 de janeiro, uma funcionária da Colinas morreu e outros três ficaram feridos após serem atropelados enquanto prestavam socorro a vítimas de outro acidente na rodovia. A socorrista Liliane Fátima de Brito, 36 anos, foi atendida pelo Hospital Augusto de Oliveira Camargo (Haoc), em Indaiatuba, mas não resistiu aos ferimentos.

Opiniões divididas

O comerciante Anderson Bento afirmou que é favorável à mudança para tentar a redução de acidentes. “É um trecho de muita densidade de tráfego porque liga Campinas a Sorocaba, porque são duas cidades muito importantes, então acho que vale”, explicou.

Já o gerente comercial Rafael Moreira entende que a solução é mais fiscalização e não diminuir a velocidade. “Eu acho que deveria ser mantida, precisa melhorar a sinalização e mais fiscalização”, afirmou.

O que dizem os envolvidos

A Prefeitura de Indaiatuba informou que pediu, no ano passado, a redução do limite de velocidade para a concessionária que administra o trecho. A Colinas disse que analisa os acidentes que ocorrem no local e que, na maioria das vezes, eles são causados por imprudência dos motoristas.

Ainda segundo a concessionária, as ações de conscientização fizeram o número de acidentes fatais diminuir em relação ao ano passado. A Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) afirmou que adota medidas para intensificar a fiscalização do limite de velocidade. Com informações do G1

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