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MP investiga exploração ilegal de trios elétricos da Prefeitura de SP durante a Parada do Orgulho LGBT

Redação
Escrito por: Redação
Administração municipal diz que denúncias já estão sendo investigadas pela Controladoria Geral de São Paulo e que adotará as medidas cabíveis.

O Ministério Público instaurou inquérito para investigar a exploração ilegal de trios elétricos da Prefeitura de São Paulo durante a Parada do Orgulho LGBT, em maio deste ano. O caso foi revelado na manhã desta quarta-feira (15), pela rádio CBN.

O evento é considerado um dos mais importantes da cidade, ficando apenas atrás da Fórmula 1 em atração de turistas.

Os promotores apuram enriquecimento ilícito e prejuízos aos cofres públicos. A denúncia partiu da ex-secretária municipal de direitos humanos, Eloísa Arruda, que foi demitida pelo prefeito Bruno Covas em agosto, depois de protocolar pedido de investigação na Controladoria do município.

Ela acusa o coordenador municipal de políticas LGBT, Ivan Santos Batista, de ter intermediado, comercializado a venda de cotas de convites de acesso aos trios elétricos no valor de R$ 5 mil.

Seis dos 18 trios eram da Prefeitura, que apoia o evento organizado pela Associação da Parada do Orgulho LGBT.

Pela denúncia, Ivan também intermediou a venda de cotas de patrocínio nos trios sem repassar o dinheiro para os cofres públicos ou da associação. As cotas variavam entre R$ 5 mil a R$ 15 mil.

O coordenador do departamento de políticas para LGBT, Ivan Santos Batista, disse que desconhece o conteúdo da denúncia e que sempre trabalhou dentro da legalidade.

O diretor artístico da parada disse que os trios elétricos da Prefeitura só poderiam ser usados por movimentos sociais e não comercializados. “Foram vendidas cotas desses carros da Prefeitura, de carros, que não deveriam nem ser mexidos e nem teve prestação de contas. O que que foi feito com esse dinheiro? Para que que foi feito?”, disse Heitor Werneck.

A Prefeitura de São Paulo informou que as denúncias já estão sendo investigadas pela Controladoria Geral do município e que ao final da apuração, observado o direito de defesa, adotará as medidas cabíveis.

Imagem: Reprodução

Com informações do G1

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