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Nº de executivos da RMC exportados para outras cidades no Brasil aumenta 80%, diz estudo

Redação
Escrito por: Redação

A região de Campinas (SP) registrou aumento no número de profissionais capacitados para cargos executivos que foram exportados para outras cidades no Brasil, no último ano. De acordo com um estudo da consultoria de recrutamento executivo Exec, que tem atuação nacional, entre 2016 e 2017 as contratações desse tipo subiram 80%.

A necessidade de exportações de profissionais é resultado do excesso de oferta desse perfil na região e também de uma maior abertura a oportunidades fora da região.

“Por conta dos últimos anos terem sido mais difíceis, os profissionais se abriram mais para olhar as oportunidades que surgiram. Se a gente comparar com anos anteriores, […] as pessoas diziam mais ‘não’ às oportunidades de se deslocar. A gente tem muita gente boa que é procurada aqui”, afirma a headhunter e sócia da Exec, Camila Marion.

Na região de Campinas, conhecida por ser industrial, o forte são cargos de diretoria e gerência voltados para planta, logística, planejamento, compras e vendas nesse ramo. As áreas de formação são, predominantemente, administração, economia e engenharias.

Estes cargos representam 35% das contratações feitas por empresas da região, segundo a pesquisa.

“A Unicamp acaba sendo uma referência na nossa região e no país como um todo. […] A gente tem essa mão de obra bem formada na região, e gente que cresceu aqui por conta da característica industrial. Pessoas que se desenvolveram como executivos aqui”, explica Camila.

Cargos com maior nº de profissionais de alto nível na região de Campinas

Ranking Cargo Área de formação
Diretor/gerente industrial engenharia e administração
Gerente de planta industrial engenharia e administração
Diretor/gerente de supply chain engenharia e administração
Controller especializado em custos industrias engenharia, administração e economia
Gerente de Vendas engenharias

Considerando exportação de profissionais, o estudo aponta que o eixo São Paulo – Rio de Janeiro responde por 24% das vagas. Outras regiões de SP ficam com 54% e as demais regiões do Brasil, com 22%.

Da estabilidade para o desafio

Há seis meses Paulo Fernando Schmidt, de 50 anos, trocou um emprego estável em uma indústria química de Paulínia (SP) – onde ficou por 28 anos – por um desafio novo em outra companhia. Pediu demissão e se colocou à disposição no mercado.

A oportunidade que surgiu demanda viagens mensais a Goiás, e mudou a rotina da família. Atualmente ele atua como gerente corporativo de operações de uma empresa de geração de energia renovável que tem sede em São Paulo, capital, mas usinas em Avaré (SP) e Goianésia (GO).

“É claro que vir pra são Paulo… Você perde um pouco de qualidade de vida. Mas, eu consegui um local para morar bem próximo do meu trabalho. […] Agora, com a minha vinda, estou trazendo outras ferramentas da indústria química pra gestão de operações”, afirma.

O gerente conta que percebeu um esgotamento na região na área em que atua, e a mudança já trouxe bons frutos.

“As maiores e mais importantes [usinas de energia renovável] estão ficando mais longe. O balanço pra mim já é positivo”, conta.

“A gente tem que ir atrás do trabalho, não pode ficar parado. Esse deslocamento é cada vez mais importante. Tenho vários colegas que trabalham em outros estados e voltam no fim de semana”, completa Paulo.

Paulo Schmidt e a família saíram da região de Campinas para que ele pudesse viver um desafio profissional (Foto: Arquivo pessoal)

Paulo Schmidt e a família saíram da região de Campinas para que ele pudesse viver um desafio profissional (Foto: Arquivo pessoal)

E em 2018?

Camila acredita que em 2018 esse movimento possa mudar, uma vez que o mercado de trabalho e a economia estão em recuperação e, com isso, mais oportunidades nessas áreas podem surgir na região. Desta forma, os profissionais não precisariam se deslocar para outros estados por falta de vagas.

Importação em alta

O intercâmbio entre a região de Campinas e o restante do país também conta com a importação de profissionais de altos cargos, que dobrou entre 2016 e 2017, segundo o estudo.

A qualidade de vida oferecida na região e os bons salários para executivos das áreas de marketing, RH, TI e comercial são atrativos para completar o quadro de funcionários de empresas, diante da baixa demanda desses profissionais.

Cargos executivos com maior dificuldade de oferta na região

Ranking Cargo Área de formação
Diretor de marketing administração e marketing
Diretor comercial administração e engenharia, marketing
CFO (diretor financeiro) administração, engenharia, economia e ciências contábeis
Diretor de RH administração e psicologia
Diretor de TI com visão mais comercial e de relacionamento administração, tecnologia e engenharia

Na capital paulista, a oferta deles é muito maior porque a parte corporativa das empresas costuma ser sediada nas capitais. Segundo Camila, o problema aparece quando o corporativo da companhia também fica no interior, num cenário de poucas opções.

“Há dificuldade de profissionais de marketing de aceitar ir para o interior porque eles não veem depois a possibilidade de continuar desenvolvendo as suas carreiras na região. Muita coisa se concentra na capital. […] A região precisaria investir em formação nessas linhas”, explica a headhunter.

Os setores instalados na região de Campinas que mais demandam estes profissionais são: agronegócio, química, farmacêutica, bens de consumo (duráveis e não duráveis) e tecnologia. Com informações do G1

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