No futuro todos os negócios serão digitais

Um público cansado do atendimento e das tarifas dos grandes bancos, abraçou estas novas contas digitais, e redefiniu o paradigma de relacionamento bancário.

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Já não há novidade, em se dizer que a pandemia acelerou a transformação digital das empresas e nos arremessou alguns anos à frente, mas a bem da verdade é que há um grande desafio no entendimento desse termo e outro ainda maior, que é o de fazê-la.

A sensação que eu tenho é a de estarmos num jogo, onde as cartas foram embaralhadas para uma nova rodada.

Globalmente, as relações comerciais, foram revistas, e muitos setores foram frontalmente afetados pela crise. Entretanto, outros sofrem pelos efeitos colaterais de um crescimento inesperado. Basta observar as enormes filas que se formam diariamente, nas agências dos Correios, para compreender o que estou dizendo. Um retrato claro, dos efeitos do crescimento do e-commerce, sobre uma estrutura limitada.

Tanto num caso quanto no outro, o jogo mudou, e para participar desta rodada, as empresas precisam repensar suas estratégias, mas não se trata apenas de incluir tecnologia em seus processos.

Em edições passadas, já falamos aqui sobre a diferença entre a digitalização de processos e transformação digital. De nada adianta, incluir tecnologia para otimizar atividades, se o seu mercado, não existe mais. A eficiência operacional, pode até trazer um alento momentâneo, mas é a criação de um novo modelo de negócio (este sim, com muita tecnologia) que fará a diferença.

Já vimos, empresas centenárias e estáveis serem desafiadas por grupos de empreendedores de garagem, capazes de impactar mercados multinacionais.

No Brasil, um dos setores que mais sentiram essa urgência, foi o setor bancário, que viram startups como Nubank, Neon, criarem alternativas digitais, de uma forma muito diferente, mas que substituíram em grande estilo, os serviços bancários tradicionais.

Um público cansado do atendimento e das tarifas dos grandes bancos, abraçou estas novas contas digitais, e redefiniu o paradigma de relacionamento bancário. O Nubank comemora hoje 4o Milhões de usuários.

Esta necessidade fez com que os bancos tradicionais tivessem que correr atrás de novas soluções para continuarem explorando seus nichos. O Bradesco chegou até lançar uma nova marca, o Next, para conversar com o público mais jovem, o Itaú, criou o Iti, mas não para por aí, a transformação digital de outros setores também trouxe novos concorrentes: a JBS trouxe o Banco Original e o Pic Pay, e a MRV apostou no Banco Inter.

Hoje já é possível criar um “banco digital” com a sua própria marca, as barreiras caíram…

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Muitos CEO´s reconhecem que a digitalização de seus negócios principais é essencial, mas não será apenas migrando sistemas para a nuvem que estaremos mudando o modelo de negócio. É necessário implementar estratégias para tirar proveito da automação, escala e flexibilidade que os sistemas baseados em nuvem oferecem.

De fato, as empresas passaram a investir muito mais nas áreas de TI e no desenvolvimento de softwares, para se digitalizarem, mas, em essência, uma empresa de software é diferente de uma empresa tradicional, que usa software.

Por trás desta cortina, existe um aspecto cultural que precisa ser revisitado. A estrutura organizacional, o gerenciamento de projetos, o processo decisório, enfim tudo é muito diferente…

A própria ideia de planejamento, lançamento e venda de um produto, está em check. Criar produtos sob medida, significa muitas vezes, vender primeiro, para depois fazê-lo, e é muito difícil para uma organização tradicional virar esta chave.

Por esse motivo, além dos investimentos em profissionais de TI e em novas tecnologias, as empresas precisam investir no desenvolvimento de uma cultura organizacional capaz de abraçar a inovação como parte do seu “Core Business”.  Tem que ficar claro que a área de TI não é mais uma área de suporte, mas sim, o negócio em si.

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Feijó – CEO da WeGo Hub de Inovação

Fundador do Movimento IDEIA e voluntário do Startup Weekend.

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