O Bitcoin está na UTI …mas passa bem

A morte do Biticoin já havia sido anunciada antes, inclusive por nomes de respeito, como o próprio Robert Kiyosaki, autor de “Pai Rico, Pai Pobre”

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Depois de ter caído abaixo do US$ 18 mil, neste último sábado, o último boletim médico informa que nosso paciente, ainda respira por aparelhos, mas já ensaia uma recuperação. A família, que continua em novena, mantém a fé, e acredita que passaremos por essa.

A morte do Bitcoin já havia sido anunciada antes, inclusive por nomes de respeito, como o próprio Robert Kiyosaki, autor de “Pai Rico, Pai Pobre”.

Para ser mais preciso, desde que foi criado, em 2008, o “Bitcoin já morreu” 455 vezes de acordo com o “Bitcoin Obituaries”, site que compila as notícias de famosos que declaram que o Bitcoin não vai mais se recuperar. Somente em 2022, já foram 15 “mortes declaradas”.

Você, que acompanha esta coluna há algum tempo, já deve ter percebido, que os nossos artigos não têm a pretensão de angariar adeptos ou torcedores para as criptomoedas, muito menos defender uma posição de investimentos no mercado cripto, aliás me considero mais um entusiasta da tecnologia do que um especialista em futurologia. Mas (as vezes) sinto orgulho dos meus cabelos brancos, por poder olhar na perspectiva da história e rever quantas asneiras já foram proferidas por especialistas que não conseguiam enxergar aplicações para uma inovação em determinado momento, e que de forma dramática, viram suas verdades caírem por terra.

Aliás, tem uma delas que eu particularmente gosto muito: No começo da era da computação, Thomas Watson, fundador da IBM, disse: “Eu acredito que há mercado para talvez cinco computadores”. Uma bobagem, para os dias atuais, mas não sou nem louco de contestar tal afirmação, quando penso que a computação em nuvem, está apenas começando.

Outro aprendizado recorrente em relação à inovação é que no momento em que ela surge, normalmente ela é decepcionante, pois os paradigmas do momento não nos permitem enxergar o que ainda está por vir. Um exemplo conhecido é caso da Kodak, a maior fabricante de filmes fotográficos que negligenciou sua própria invenção, a foto digital, e acabou morrendo, simplesmente porque não percebeu que uma revolução no mercado de imagens estava começando.

A despeito de todo o pânico atual no mercado cripto, e de toda controversa entre céticos e aficionados às moedas digitais, eu prefiro olhar para os fundamentos tecnológicos que estão sendo desenvolvidos desde que elas foram criadas.

Passei a me interessar por Biticoin, blockchain e criptoativos desde 2017 (tardiamente), e de lá para cá, observo nas minhas rodas que as opiniões se dividem e vão do extremo ceticismo negacionista, até a mais pura fé, sobre uma promessa milionária da “alquimia” digital.

Na minha opinião, não se trata nem de uma coisa nem de outra, mas sim de um caminho sem volta para a humanidade, pois a tecnologia que criou as condições para a existência do dinheiro digital, já evoluiu tanto, que mesmo sem saber, fazemos uso dela e desejamos melhorias que seriam impensáveis sem que elas tivessem sido criadas.

Já se fala em metaverso, internet 3.0, cartórios digitais, rastreabilidade logística, entretenimento, saúde, educação e uma infinidade de aplicações que já fazem e farão cada vez mais, parte de nossas vidas, graças às bases que foram criadas, há não mais do que 13 anos.

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Portanto, ainda que o Biticoin venha a falecer, ele permanecerá em nossa memória e nossos corações, daqui para a eternidade.

E no dia em que isso ocorrer rezaremos uma missa e seremos gratos à sua passagem por este mundo.

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Feijó – CEO da WeGo Hub de Inovação

Fundador do Movimento IDEIA e voluntário do Startup Weekend.

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