Obesidade Infantil e atividade física: como ajudar a criança?

Vários estudos correlacionam o risco da obesidade na idade adulta com a presença da obesidade em pelo menos um dos pais, particularmente em crianças com obesidade antes dos 10 anos de idade, demonstrando a importância dos hábitos assimilados no ambiente familiar na origem da obesidade.

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Marcello casal Jr./Agência Brasil

A obesidade infantil vem crescendo assustadoramente, com isso é inevitável não falarmos neste assunto de extrema importância. A obesidade tem aumentado de forma alarmante em países desenvolvidos e em desenvolvimento, constitui o principal problema de má nutrição de adulto e é uma enfermidade que se tem visto aumentada notoriamente na população infantil. Vários estudos correlacionam o risco da obesidade na idade adulta com a presença da obesidade em pelo menos um dos pais, particularmente em crianças com obesidade antes dos 10 anos de idade, demonstrando a importância dos hábitos assimilados no ambiente familiar na origem da obesidade.

A infância trata-se de um período de vida em transformação, pode acarretar no aparecimento de alguns transtornos, dentre ele os que afetam o comportamento alimentar que se trata de respostas comportamentais na maneira de como o indivíduo se alimenta, que pode estar relacionado aos padrões de vida, condições sociais, culturais, entre outras. O que interfere diretamente no estado nutricional de cada um.

O fator preocupante não é o aspecto estético, mas a quantidade de crianças com excesso de peso e que apresentam alterações nos níveis de colesterol. São descriminadas pelos colegas e alvo de brincadeiras inconvenientes, vale ressaltar que o a educação alimentar, o maior cuidado com a qualidade das refeições começa em casa, mudar os hábitos alimentares e estimular a pratica de atividade física é fundamental.

Segundo a Associação Brasileira para Estudo da Obesidade, um dos fatores que ocasionam a obesidade são os ambientes modernos com tantas tecnologias e principalmente a falta de atividade física. Assim, as condições sociais e o baixo nível educacional são um dos índices que aumentam as taxas de obesidade nessas populações.

A obesidade é definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um acúmulo anormal ou excessivo de gordura corporal que pode atingir graus capazes de afetar a saúde. Ressaltamos que já em 2012, a OMS alertava as nações quanto a alarmante e crescente presença da obesidade no mundo e a importância de se instituir em caráter de urgência ações de combate a este mal, que se correlacionava a 2/3 das mortes no mundo. Em 2014, novo alerta é emitido de maneira global, desta vez ao combate à obesidade infantil, a forma consensualmente mais eficaz de enfrentamento à obesidade.

Dentro das rotinas de exercícios físicos, o procedimento mais indicado, de acordo com especialistas, para provocar um impacto positivo no controle da massa corporal, consiste na participação de esforços que envolvam grandes grupos musculares, e que possam ativar todo o sistema orgânico de oxidação para captar-se energia (atividade aeróbica). A atividade física é de vital importância, tanto para a perda de peso, como para a manutenção de peso.

A atividade física programada possui benefícios fundamentais à saúde, como melhoria no condicionamento físico, redução da gordura corporal, saúde óssea, diminuição dos sintomas de ansiedade e depressão, entre outros.

As seguintes recomendações devem ser comunicadas pelo agente de saúde aos pais e pacientes, visando melhoria do condicionamento físico das crianças e adolescentes obesas:

  • Crianças e jovens devem realizar pelo menos 60 minutos de atividade física diariamente;
  • A atividade física por mais de 60 minutos diários proporcionará benefícios adicionais à saúde;
  • A maior parte da atividade física deve ser aeróbica. Atividades intensas devem ser incorporadas, incluindo as que fortalecem músculos e ossos, pelo menos três vezes por semana.

As evidências dos benefícios dos exercícios físicos no combate a obesidade são notórios e satisfatórios. De acordo com os estudiosos, os programas para controle de peso devem combinar com a restrição moderada do consumo energético em conjunto com a realização de exercícios específicos para a perda de gordura.

É fundamental que todo planejamento de atividades físicas seja orientado por um profissional adequado e devidamente certificado, para que tudo possa ser realizado com segurança e eficácia, buscando melhora na saúde e qualidade de vida.