Os atos de bondade podem mudar a história

Se alguém perguntasse por que devemos ser bons, qual seria a nossa resposta?

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A bondade nada mais é do que nossa atitude de fazer o bem a alguém sem qualquer outra intenção além de oferecer algo positivo. E podemos praticá-la de diversas maneiras: desde ouvir alguém que está passando por um momento delicado, oferecer alimento a quem tem fome, ou até lutando contra uma injustiça etc.

A grande e importante questão é que: quando agimos com bondade nos conectamos uns aos outros e nossas atitudes podem servir como referência, além de incentivo, para outras pessoas levarem o bem adiante. Isso certamente só é possível porque estamos o tempo todo, conscientes ou inconscientes, influenciando e sendo influenciados em nosso círculo de convivência. Assim, ao praticarmos atos positivos ou bondosos, estamos estimulando os demais a seguirem pelo mesmo caminho. Desta maneira é que devemos acreditar sempre.

Se alguém perguntasse por que devemos ser bons, qual seria a nossa resposta?

Os atos de bondade podem mudar a história. Sem dúvida alguma eles sãos fundamentais para a nossa sobrevivência. Desde os primórdios da humanidade, até os dias atuais, a vida é rodeada de perigos e necessidades. Nesse contexto, conseguiremos sobreviver, entre outras coisas, se apoiarmos uns aos outros.

Ainda dá tempo para que possamos perceber o quanto a bondade é necessária em nossas vidas. Um dos exemplos mais preciosos é que: quando grandes tragédias acontecem, quase que automaticamente pessoas se reúnem para ajudar aqueles que foram atingidos. E isto por si só, já caracteriza um ato surpreendente de bondade!

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Saber que uma atitude que estamos realizando está de alguma maneira ajudando nosso semelhante, deve ser extremamente satisfatório e capaz de promover nossa felicidade. É por isso que se costuma dizer: quando praticamos atos de bondade, somos igualmente beneficiados e esse gesto tem um grande poder.

Frequentemente, temos a impressão de que os livros de história estão cheios de políticos desonestos, nações em guerra ou conspirações de assassinos. Mas observemos no exemplo a seguir o valor de uma atitude de bondade e como pode mudar a história:

A Alemanha, de Adolf Hitler, organizou os Jogos Olímpicos de Berlim-1936 com a intenção de promover a ideologia do partido nazista e, principalmente, a supremacia da raça ariana. Coube, no entanto, a um neto de escravos nascido no Alabama, nos Estados Unidos, calar o ditador anfitrião ao ganhar quatro medalhas de ouro.

“Os conselhos de Luz Long a Jesse Owens nos Jogos Olímpicos de 1936”

É comum ouvir falar que Jesse Owens, que ganhou quatro medalhas de ouro para os EUA nas Olimpíadas de Berlim, em 1936, foi discriminado por Adolf Hitler, que se negou a apertar a mão do atleta.

Hoje, sabe-se que o ditador não se negou a apertar a mão do corredor deliberadamente: ele já tinha decidido anteriormente que só apertaria a mão de atletas alemães, e somente no primeiro dia dos jogos. Mas o ministro do armamento alemão, Albert Speer, confirmou que Hitler estava “muito irritado” com as vitórias de Owens.

Apesar da hostilidade de Hitler, um ato de gentileza fez diferença na história de Owens naqueles Jogos: ele possivelmente não teria ganhado uma de suas medalhas de ouro sem o conselho de Carl Ludwig ‘Luz’ Long, atleta alemão de salto em distância.

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No dia 4 de agosto de 1936, em uma rodada classificatória, o recordista mundial Owens havia queimado suas duas primeiras tentativas, e só tinha mais uma chance para tentar chegar à final do salto em distância.

Long, que era titular do recorde europeu, aconselhou o colega sobre como superar a fase de classificação…

Mais tarde, Owens escreveu sobre os Jogos Olímpicos de 1936: “O que mais me lembro é a amizade com Luz Long. Apesar de ser meu rival mais forte, foi ele que me aconselhou a ajustar meu salto na rodada classificatória, e por isso me ajudou a ganhar“.

O recorde mundial de Owens ficou imbatível durante 25 anos, e seu desempenho nas Olimpíadas é considerado um duro golpe na intenção de Adolf Hitler de usar os Jogos para demonstrar sua crença na superioridade ariana.

Fonte: Revista BBC History Extra

Luz Long. O alemão que desafiou Hitler e ajudou Jesse Owens!

Jesse Owens ainda não tinha tido praticamente tempo para sair da caixa de areia quando Luz Long o abraçou, felicitando-o pelo triunfo: “Não consegui evitar. Corri na direção dele e fui o primeiro a dar os parabéns. Respondeu-me dizendo que o tinha forçado a dar o seu melhor”.

Foi preciso uma grande coragem para se aproximar de mim à frente de Hitler. Podem derreter-se todas as medalhas e troféus que não serão suficientes para a amizade de 24 quilates que sinto por ele neste momento”, reagiu Jesse Owens.

De facto, a atitude de Luz Long não caiu bem entre os líderes do partido nazi. Segundo a mãe de Luz, o secretário especial de Hitler, Rudolf Hess, avisou Luz para “nunca mais voltar a abraçar um preto” …

Do outro lado do oceano, Luz Long preparava-se para servir a Alemanha na II Guerra Mundial… Entretanto, garantem vários relatos, continuava a trocar cartas com Jesse Owens.

Numa delas, já em 1942, não escondia o pessimismo: “O meu coração diz-me que esta será possivelmente a última carta da minha vida. Se for assim, imploro-te uma coisa: quando a guerra terminar, por favor viaja até à Alemanha, encontra o meu filho e conta-lhe sobre o pai. Conta-lhe da altura em que a guerra não nos separava e conta-lhe que as coisas podem ser diferentes entre as pessoas neste mundo”.

Fonte: É Desporto

A bondade é contagiante, incluindo desde gestos mais simples até os mais grandiosos. Grandes movimentos, incluindo os sociais, começam através da iniciativa de uma ou poucas pessoas, mas com o coração cheio de nobreza. Então, as demais observando suas ações, se sentem estimuladas e se unem à causa.

É tudo de bom! Fazer o bem gera uma sensação muito agradável por conta do senso de utilidade e felicidade por ser parte de algo. Passamos a dar mais valor para as coisas positivas, o que naturalmente acaba por enfraquecer as preocupações. Uma das consequências disso é o alívio da ansiedade e do estresse.

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Ter bondade é ser benevolente (demonstrar bondade ou boa vontade em relação às outras pessoas), ser amável, é procurar ajudar o outro.

Muitas vezes esperamos que coisas grandiosas aconteçam para nos sentirmos felizes e nos esquecemos que a felicidade também está nos pequenos gestos.

“O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha.” I Coríntios 13.4; “Oprimir o pobre é ultrajar o seu Criador, mas tratar com bondade o necessitado é honrar a Deus.” Provérbios 14.31