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Paulínia: Após danos em explosão, Replan prepara retomada de 50% da capacidade de produção, diz Petrobras

Redação
Escrito por: Redação
Empresa afirma que retomou entrega de produtos às distribuidoras e que produção será liberada em unidades não afetadas. Cetesb analisa possíveis impactos gerados por incidente.

A Petrobras confirmou na tarde desta quinta-feira (23) que a Refinaria de Paulínia (SP) prepara a retomada de 50% da capacidade de produzir derivados de petróleo, por meio de unidades que não foram prejudicadas pela explosão registrada na madrugada de segunda-feira. Sem mencionar data para início, a empresa também garante que retomou a entrega de produtos às distribuidoras.

A explosão seguida de incêndio não deixou feridos. A Replan é a maior refinaria do país na capacidade de processamento de petróleo e produz média de 415 mil barris de derivados por dia.

“A Petrobras conta com estoque e produção das demais refinarias para garantir a oferta de combustíveis aos seus clientes. O incêndio atingiu parte de uma das unidades de craqueamento catalítico e uma das unidades de destilação atmosférica, que fazem parte do processo de refino de petróleo”, informa nota da da empresa. Durante o período de interrupção da produção, os trabalhadores cumprem expediente e realizam atividades de rotina que independem dela.

A refinaria tem uma área de 9,1 km² e responde por 20% do refino de petróleo no país. Ela atende aos mercados do interior de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Acre, Sul de Minas Gerais e Triângulo Mineiro, Goiás, Tocantins e Brasília. A Petrobras frisou, em nota, que “não estima impactos financeiros relevantes, mesmo com os remanejamentos da produção de outras refinarias, reforma das unidades atingidas e eventual importação de derivados, se necessária”.

O presidente do sindicato que representa os postos de combustíveis em 90 municípios da região de Campinas (SP), Flávio Campos, afirmou que o incidente não gerou diminuição de entregas e os estabelecimentos têm estoques. “Talvez nas primeiras horas”, falou ao G1.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) frisou que não há risco de desabastecimento e apura as causas do incidente. Não há prazo para conclusão do procedimento.

Riscos

O Rio Atibaia recebeu barreiras de contenção nas proximidades de uma das estações de captação em Paulínia, após a Companhia Ambiental do estado (Cetesb) confirmar que o manancial recebeu parte da água usada durante rescaldo do incêndio. O objetivo da medida, segundo a agência, é monitorar a qualidade da água e evitar desabastecimento para moradores de Sumaré (SP).

A água usada no rescaldo atingiu o sistema de drenagem pluvial da Replan, mas a companhia ainda não identificou quais produtos podem ter tido contato com a água. Além disso, não foi registrada mortandade de peixes, o que também serve de indicador sobre ausência de contaminação na área.

A Petrobras informou que o óleo não atingiu o Rio Atibaia. O material queimado ficou contido na refinaria, e o restante foi recolhido. Funcionários da Replan acompanham trabalhos no manancial.

Em nota, a Cetesb informou que aguarda término da análise de amostras para concluir o processo de investigação e, com isso, eventualmente aplicar sanções administrativas.

Imagem: Reprodução/EPTV

Com informações do G1

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