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Paulínia: Motoristas suspendem paralisação do transporte escolar

Redação
Escrito por: Redação
De acordo com o sindicato, reunião entre trabalhadores e empresa vai definir se a manifestação será ou não retomada. Categoria reivindica direitos trabalhistas.

O Sindicato dos Rodoviários de Campinas e Região decidiu suspender a paralisação dos motoristas e cobradores do transporte escolar de Paulínia (SP) na tarde desta quarta-feira (13). De acordo com a entidade, ficou definido que haverá uma reunião nesta quinta (13) entre os trabalhadores e a empresa responsável pelo serviço e, caso não haja acordo, a interrupção do transporte será retomada.

A Prefeitura intermedia as negociações. Os funcionários reinvidicam direitos trabalhistas e pelo menos 30% dos alunos do município ficaram sem transporte nesta quarta-feira. O vice-presidente do sindicato, Izael Soares de Almeida, afirmou que os colaboradores da empresa têm enfrentado atrasos no pagamento dos salários, falta de recolhimento do FGTS e INSS e o não pagamento de horas extras.

Além disso, os ônibus estão com manutenção inadequada e eles também contestam os descontos do vale-refeição em dias de atestado, segundo Almeida. A forma de contratação dos colaboradores, que estariam sendo efetivados em Valinhos (SP), também é motivo de questionamento.

Prefeitura e empresa

A Prefeitura de Paulínia informou que, na segunda-feira (11), se reuniu com membros do sindicato da categoria para se colocar à disposição e intermediar as negociações com as empresas. O Executivo reiterou que a paralisação desta quarta-feira causou surpresa e que o impasse é de responsabilidade da empresa responsável pelo serviço.

“A Prefeitura reforça que independente da decisão dos trabalhadores em continuar com a paralisação, a Secretaria de Transportes já está providenciando uma maneira alternativa para solucionar o problema”, diz o texto da nota.

A Sancetur disse, também em nota, que a paralisação foi indevida, abusiva e ilegal e que, por conta disso, acionou medidas judiciais para a normalização do transporte. Além disso, a empresa afirmou que a empresa cumpre todos os direitos trabalhistas que os trabalhadores reivindicam e, portanto, não havia motivos para a manifestação.

“Além disso, por lei, todas as empresas devem ser informadas, pelo sindicato de classe, sobre qualquer tipo de paralisação com 48 horas de antecedência. Para as empresas que exploram atividade de transporte público, considerada essencial, essa comunicação deve ser realizada pelo sindicato à empresa e aos usuários com 72 horas de antecedência. Porém, isso não ocorreu”, explica o texto.

Outra paralisação

Na tarde desta quarta, motoristas da Viação Passaredo realizaram uma assembleia na Rodoviária de Paulínia e paralisaram por duas horas as viagens entre bairros. Eles reclamam melhores condições de trabalho e pedem reajuste salarial de 3%, ao invés dos 2% apresentado pela empresa.

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Com informações do G1

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