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Piedade: Jovem agredida por ex com martelo se escondeu em casa de parentes: ‘Disse que me mataria’

Redação
Escrito por: Redação

A jovem que usou as redes sociais para denunciar a agressão que sofreu do ex-companheiro, em Piedade (SP), está abrigada na casa de parentes e disse que vai mudar a rotina por conta da sensação de insegurança.

A microempresária Edilene Santos, de 21 anos, afirma ter sido estrangulada e agredida na cabeça com golpes de martelo na madrugada de sexta-feira (23), conforme registrado no boletim de ocorrência. O suspeito, que segundo a polícia é diretor de uma escola estadual na cidade, fugiu do local e deve prestar depoimento nos próximos dias.

“Não consigo ficar sozinha, ele pode estar em qualquer lugar e disse que me mataria se o denunciasse. Nunca mais minha vida será a mesma, ele destruiu tudo”, afirmou a jovem ao G1.

Entre idas e vindas, o casal se relacionou por quatro anos, está separado desde dezembro e matinha contato por conta da filha, segundo a jovem. Ela diz que, nos últimos meses, o ex-companheiro tentou se reaproximar.

Edilene afirma ainda que a menina, de dois anos e 11 meses, presenciou as agressões e está traumatizada. “Não quer que eu volte nem pegar roupa na casa”, diz Edilene.

A jovem, que mora sozinha com a filha, relata que foi acordada pelo suspeito por volta das 4h da sexta-feira.

“Ele me puxou da cama e me estrangulou até eu desmaiar. Quando consegui gritar por socorro, minha filha acordou chorando. Ele bateu o martelo na minha cabeça e fugiu”, afirma.

Edilene conta que tentou acalmar a menina antes de ligar para a família. “Ela não ficava calma, foi então que me olhei no espelho. Não sabia que estava ensanguentada, nesse momento tirei a foto como prova.”

Jovem usou as redes sociais para denunciar agressão em Piedade  (Foto: Reprodução/Facebook)

Jovem usou as redes sociais para denunciar agressão em Piedade (Foto: Reprodução/Facebook)

O relato da agressão postado no Facebook teve mais de 38 mil compartilhamentos, quase 60 mil reações e recebeu mais de 28 mil comentários até a tarde desta segunda-feira (26). A jovem conta que fez a publicação para que o paradeiro do suspeito fosse denunciado.

Ainda segundo a microempresária, o homem conseguiu entrar na casa após pegar uma cópia da chave na imobiliária. “O pessoal da imobiliária disse que ele alegou que eu pedi uma cópia, mas isso não aconteceu. Quando fiquei sabendo, no começo da semana passada, senti medo, mas não imaginava que uma coisa dessa fosse acontecer.”

Em entrevista ao G1, Edilene afirma que havia sido agredida outras vezes, mas não denunciou o então companheiro por medo.

“Agora, não vou mais poder sair de casa e dar um sorriso, caminhar tranquila, nunca mais vou ter a sensação de segurança. Que ele pague e nunca mais faça isso com ninguém, porque é fácil fugir da cidade, ir para um lugar que não o conheçam”, desabafa.

Investigação

A Polícia Civil pediu uma medida protetiva em caráter de urgência ainda na sexta-feira para o suspeito das agressões não se aproximar de Edilene. A jovem foi orientada a fazer exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) de Sorocaba (SP), nesta segunda-feira.

De acordo com o delegado Paulo Sérgio Garcia, responsável pela investigação, o ex-companheiro da jovem pode responder por lesão corporal e violência doméstica, cuja pena é de até três anos de prisão.

“Estamos aguardando o resultado do laudo do IML para incluir no inquérito com o grau da lesão e como foi causada. Já ouvimos algumas testemunhas e vamos chamar outras nos próximos dias”, explica. A investigação deve ser concluída em 30 dias. Com informações do G1.

Imagem de capa:Reprodução/Facebook

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