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Presidente do Santos vê impeachment no grito e diz: “Vamos para a terceira eleição

Redação
Escrito por: Redação

O presidente do Santos, José Carlos Peres, viu vitória “no grito” da oposição pelo andamento do processo de impeachment após votação realizada na noite desta segunda-feira, na Vila Belmiro. 

Peres diz que o Estatuto Social não foi respeitado, questiona a postura da mesa do órgão presidido por Marcelo Teixeira e confia em vitória na decisão final para os associados em assembleia geral a ser realizada, provavelmente, no dia 29 de setembro.

“Vencemos os dois professos. Infelizmente, passaram por cima do estatuto. No primeiro, precisavam 165,33 ou, arredondado, 166. Obtiveram 165. Vencemos. No segundo, vencemos por um voto de acordo com o estatuto. Infelizmente, figuras nefastas ao Santos fizeram pressão causando polêmica.

“A CIS (Comissão de Inquérito e Sindicância) estava somando votos com o Esmeraldo (Tarquínio Neto, responsável por um dos pedidos de impeachment). Uma indecência à céu aberto (sic). Vergonha”, emendou.

O Conselho registrou 242 votantes no primeiro pedido e 239 no segundo. A diferença entre o anunciado e o reclamado pelo presidente Peres está nos quatro membros da CIS – eles aparecem na lista de presentes, mas não nos votantes. O estatuto aponta que 2/3 dos presentes ao Conselho devem optar pelo “sim” para o processo de impedimento continuar. O entrave é que a comissão de inquérito não pode participar. Esse imbróglio gerou discussão e quase fez o pleito ser cancelado.

Diante desse cenário, o presidente José Carlos Peres entrará com uma ação para paralisar o processo de impeachment antes da assembleia de sócios. O vice-presidente Orlando Rollo assumiria em nova vitória da oposição no encontro dos associados.

Associados com um ano de filiação e adimplentes terão direito ao voto na assembleia. Torcedores afirmam que já foram procurados para vender o “sim” ou o “não” ao impeachment em troca de renegociação de dívidas com o clube. Até o momento, porém, nenhum movimento suspeito foi identificado no departamento social do Santos.

Os pedidos de impeachment foram baseados no possível descumprimento de três artigos do Estatuto Social (veja abaixo). O presidente assumiu o Santos como sócio de uma empresa aberta de agenciamento de atletas. A firma foi fechada após o início das investigações.

Artigo 61, parágrafo 3º
Os membros do Comitê de Gestão são impedidos de ter qualquer tipo de relacionamento profissional com o Santos, direta ou indiretamente, ou ser procurador de atletas, empresário de atletas, agente de atletas ou sócio de pessoas jurídicas que exerçam tais atividades

Artigo 68, alínea B 
São motivos para pedir o impedimento do Presidente e do Vice-Presidente do Comitê de Gestão do Santos: (b) ter ele acarretado, por ação ou omissão, prejuízo considerável ao patrimônio ou à imagem do Santos

Artigo 68, alínea D
São motivos para pedir o impedimento do Presidente e do Vice-Presidente do Comitê de Gestão do Santos: (d) ter ele infringido, por ação ou omissão, expressa ordem estatutária

Artigo 77
O Comitê de Gestão poderá propor a criação e/ou extinção de Superintendências, Gerências e Divisões para compor a Administração Executiva do Santos, desde que com a aprovação do Conselho Deliberativo e após parecer favorável da Comissão de Estatuto. Conforme o disposto nas Disposições Transitórias deste Estatuto, o Comitê de Gestão deverá desenvolver a estrutura ideal para a Administração Executiva do Santos, podendo, para tanto, contar com o auxílio de consultores externos.

Com informações da Gazeta Esportiva

Imagem: reprodução/Fernando Dantas/Gazeta Press

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