Futebol Brasil

Presidente do Santos vê julgamento político e cogita parar Libertadores

Redação
Escrito por: Redação
O time paulista foi penalizado pela Conmebol pela escalação do volante Carlos Sánchez na partida de ida das oitavas de final do torneio.

presidente do Santos, José Carlos Peres, falou pela primeira vez nesta terça-feira a respeito da punição sofrida por sua equipe na Copa Libertadores da América de 2018. O time paulista foi penalizado pela Conmebol pela escalação do volante Carlos Sánchez na partida de ida das oitavas de final do torneio, contra o Independiente, na Argentina. Por conta do veredito, o placar de 0 a 0 virou uma vitória de 3 a 0 para o time argentino.

Peres fez duras críticas ao julgamento e prometeu recorrer a novas instâncias para reverter a decisão.

“A CBF procurou o Santos, nos deu apoio. O julgamento foi um julgamento político, nada de técnico. Fomos com cinco advogados, demonstramos todas as provas. A decisão foi injusta e lamentável. O Santos vai até as últimas consequências para fazer justiça neste caso”, disse o dirigente.

Em defesa de seu time, José Carlos Peres citou novamente a situação de Carlos Sánchez no Comet (sistema da Conmebol usado para análise de registros de jogadores) e relembrou o caso de Bruno Zuculini, jogador do River Plate que teria atuado irregularmente na Libertadores sem prejuízo para o clube. Além disso, afirmou que um delegado da Conmebol deu condições legais a todos os jogadores do Santos individualmente antes do jogo contra o Independiente.

A partir de agora, o Santos promete ir à Justiça. E admite até mesmo paralisar a Libertadores para tal.”Vamos direto ao TAS, direto na Fifa. Lá já tem três processos contra a Conmebol, então será mais um. E se for possível, paralisar essa competição porque ela está desmoralizada. A partir do momento que se pune um clube que cometeu o mesmo erro, se é que é um erro, que o River Plate, que jogou sete partidas e acabou liberado E o Santos não é liberado?”, questionou o presidente do Santos, reforçando a tese de que a punição de seu clube foi uma decisão política.

“Disso, não tenho a menor dúvida. Os argentinos estão dominando a Conmebol. A gente sentiu que é um teatro. Fomos para um julgamento de quatro horas e meia que era um teatro. Eles concordaram com tudo, só para depois tomarem uma decisão totalmente contrária”, completou.

Imagem: van Storti/Santos FC

Com informações da Folhapress.

Sobre o autor

Redação

Redação

Deixe um Comentário

%d blogueiros gostam disto: