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Profissionais sem autorização são responsáveis por 50% dos procedimentos estéticos na RMC

Redação
Escrito por: Redação
Alguns exemplos comuns de sequelas, segundo o Departamento de Cirurgia Plástica, são assimetrias faciais e lesões nos nervos da face. Há casos de substâncias que podem demorar de 9 a 15 meses para sair do corpo.

Metade dos procedimentos estéticos realizados na Região Metropolitana de Campinas (RMC) não é executada por dermatologistas ou cirurgiões plásticos, como recomenda a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Em muitos casos, as intervenções são feitas por profissionais de outras áreas em salões de beleza. A informação é do presidente do Departamento de Cirurgia Plástica da Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas, Juliano Pereira.

Por ano,segundo o órgão, são 79 mil procedimentos legais na RMC, sendo que são 400 cirurgiões plásticos registrados na região. O número de procedimentos executados por profissionais não capacitados pode ser ainda maior, se levado em consideração a aplicação de toxina botulínica (botox), mas este número não é possível calculá-lo, segundo os médicos.

O médico alerta sobre lesões e complicações em pacientes, que procuram clínicas e hospitais após procedimentos ilegais como no caso do médico Denis Furtado, o Dr. Bumbum, que é acusado pela morte da bancária Lilian Calixto.

Denis Furtado, o Doutor Bumbum na delegacia do Rio (Foto: Marcos Serra Lima/G1)

Denis Furtado, o Doutor Bumbum na delegacia do Rio (Foto: Marcos Serra Lima/G1)

O procedimento estético no glúteo da bancária foi realizado no apartamento do médico, que está preso, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. A paciente chegou a ser socorrida em estado grave, mas não resistiu.

“Têm muitos médicos que acham que podem fazer e não podem. Um psiquiatra não pode fazer nenhum procedimento, por exemplo. Os pacientes podem ter muitos traumas e lesões irreversíveis”, afirma o médico Juliano Pereira.

Alguns exemplos comuns de sequelas, segundo o Departamento de Cirurgia Plástica, são assimetrias faciais e lesões nos nervos da face. Há casos de substâncias que podem demorar de 9 a 15 meses para sair do corpo.

Médico Juliano Pereira (Foto: Arquivo pessoal)

                                                          Médico Juliano Pereira (Foto: Arquivo pessoal)

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