Comportamento Vitor Carneiro

Quando os problemas aparecem

Vitor Carneiro
Escrito por: Vitor Carneiro

Por Vítor Carneiro – Todos entendemos o fato de ser inevitável que em algum momento iremos nos deparar com problemas pessoais e situações difíceis nos seus mais diversos níveis. Uma das frases que costumeiramente escutamos é que: “Sem desafios, muito provavelmente a nossa existência seria muito chata”, ou seja, problemas e desafios além de fazerem parte, de certa maneira também dão sentido à vida cotidiana. Certamente nossos desafios podem ser encarados de várias formas, porém gostaria de dar ênfase em duas. Primeiramente, podemos estar animados, entusiasmados e motivados face a algo que queremos conquistar ou superar, ou, ter de forçar a nós mesmos em estruturarmo-nos mentalmente e emocionalmente para vislumbrar uma forma de nos motivar a resolver situações ou problemas que nos causam tremendo incomodo, desconforto e até mesmo medos.

Acredito ser unanimidade a convicção de que não existe uma solução universal para qualquer tipo problema. Sem contar que, há momentos em que os problemas podem nos levar a outros, provocando aquilo pelo qual compreendemos como “as fases angustiantes da vida”. Há, e como nem sempre conseguiremos resolver nossos problemas de forma imediata, certamente haverá alguns que nos perturbarão muito mais que outros.

A Bíblia é um diagnóstico que apresenta nossos sofrimentos com precisão e como Deus nos encontra em meio a eles, também se manifesta como seu receituário. Normalmente quando os problemas aparecem a maioria de nós queremos fugir deles, queremos evita-los e por vezes medicá-los, dentro do nosso estado psicológico e emocional fazemos de tudo, exceto tentar conviver com eles. Não que devemos nos acomodar e simplesmente aceita-los, mas não nos desesperar e sim ter a inteligência suficiente para lidar com cada um deles. Somos pessoas em profundas provações, não precisamos procurar por eles, pois os problemas certamente virão.

Salmos 25. “16. Volta-te para mim e tem misericórdia de mim, pois estou só e aflito. 17. As angústias do meu coração se multiplicaram; liberta-me da minha aflição.” Fardos não foram feitos para serem levados sozinhos, por isso devemos procurar alguém para que possamos compartilhar e que possa cuidar de nós. Deus deverá ser sempre o número um nesta procura, pois ninguém nos conhece melhor do que Ele.

João 3.16 “Porque Deus amou tanto o mundo (ou seja, nos amou) que deu seu Filho único, para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.”

A verdade é que: Para sentirmos significado na nossa existência, precisamos superar os desafios pessoais com os quais vamos nos deparando ao longo da vida. Diante desta realidade é importante não desistirmos prematuramente dos nossos objetivos, quer sejam pelo desejo de conquistas, quer sejam pelo desejo de se recuperar de uma situação difícil. E, mesmo perante as dificuldades extremas, precisamos estabelecer um desafio positivo e otimista em nossa vida. No entanto, existem algumas situações que temos de contar com a nossa capacidade e adaptabilidade no sentido de encontrar as suas próprias soluções.

Queremos uma vida melhor? Então, a identificação da raiz de nossos problemas internos, criados tanto pelo nosso próprio ego quanto pelos nossos medos e assim como nossa auto sabotagem, é fundamental para vivermos uma vida significativa. Também é de extrema importância não nos deixar levar integralmente pelos nossos sentimentos e emoções, que nestas circunstâncias serão na sua maioria sentimentos incapacitantes, angustiantes e depressivos.

Vale a pena lembrar que, por vezes nos sentimos confortáveis em ter uma mentalidade de vítima, ou seja, um comportamento autodestrutivo que somente contribui para um estilo de pensamento negativo e atitudes auto derrotistas. É como se quiséssemos permanecer presos na infelicidade e instabilidade emocional, evitando assim nos agarrar na possibilidade de poder construir uma vida mais gratificante para sermos bem-sucedidos. Há, uma mentalidade de vítima só faz com que acreditemos em não ser capazes de fazer as mudanças que desejamos em nossa vida por causa das outras pessoas.

Seja o que for que precisarmos para nos superar ou superar nossos problemas pessoais, é importante começar por um olhar profundo dentro de nós mesmos para ver se de fato não temos sido nosso maior ou pior inimigo. Certamente, se conseguirmos superar nossas questões internas voaremos para novas alturas e novas possibilidades aparecerão em nosso caminho.

Existem inúmeras formas de lidar com os nossos problemas, tanto os internos (conflitos do ego, auto sabotagens, sentimento de culpa, mentalidade de vítima, medo do fracasso, entre outros), quanto os externos (desemprego, luto, problemas financeiros, problemas de relacionamento, entre outros), no entanto talvez a pior seja as “Expectativas Irrealistas”. Quando esperamos obter resultado elevados num curto espaço de tempo, isso pode ser irrealista e comprovar-se como um desmotivador. Isso leva-nos a desistir e a voltarmos às nossas velhas maneiras de agir e pensar.

 

PORQUE RAZÃO DESISTIMOS DOS NOSSOS OBJETIVOS? A idéia de desistirmos só permanece na nossa mente enquanto existirem ou cultivarmos razões para tal, mas as probabilidades de desistirmos só aumentam quando nos focamos na desistência. Na verdade, nós não acabamos por desistir de algo porque enfrentamos muitos obstáculos ou por esses obstáculos serem muito difíceis. Nós acabamos por desistir porque em determinadas situações somos muito fracos. Pior, na grande maioria das vezes não porque na realidade o somos, mas principalmente por pensarmos que somos fracos. Acredite, nós podemos nos tornar mais fortes em algumas áreas da nossa vida ou perante determinadas situações se tão somente desafiarmos a nossa fraqueza, mesmo que no início não sejamos bem-sucedidos.

Desistir ou não desistir, eis a questão! Ainda enfrentaremos por inúmeras vezes este dilema. O que importa é não desistir. A não ser que se comprove, e temos de estar bem sóbrios para tal fato, que a desistência é a melhor opção. “As cadeias da escravidão somente amarram as mãos: é a mente que torna o homem livre ou escravo”. Franz Grillparzer (foi um escritor austríaco). Vamos focar em recuperar nossa autoconfiança e autodisciplina. Uma pessoa que tem domínio sobre si mesmo, tem auto integridade e capacidade para manter-se fiel às suas palavras, objetivos e compromissos.

Eis aqui um outro cuidado que devemos observar: O excesso de trabalho, de preocupação, de estudo, de problemas pessoais, entre outras coisas, pode ocasionar dificuldade para fixarmos a nossa atenção naquilo que especificamos como objetivo, o que conscientemente delineamos para as nossas vidas. É aí que ocorre nossa dispersão mental e uma forma bem simples de ir corrigindo gradualmente esta dispersão é começarmos a colocar a nossa atenção nas pequenas coisas que fazemos diariamente. Se somos ou estamos muito dispersos, é importante que nos concentremos nas pequenas coisas!

Gálatas 6.7 “Não se deixem enganar: de Deus não se zomba. Pois o que o homem semear, isso também colherá.” Sim, um homem sempre colherá justamente o produto da semente que ele plantou! Cada pessoa possui uma percepção singular sobre a vida e consciência individual sobre suas responsabilidades.

Conclusão: Quando os problemas aparecem, não podemos perder o sentido e muito menos a objetividade. Nosso pensamento deve estar 100% focado nos resultados do que estamos semeando e esperando, ou seja, o que queremos em cada situação da nossa vida e também o que não quereremos. Aqui estamos totalmente focados em ter direcionamento e propósito gerais na vida. E até que tenhamos a convicção do que queremos, tudo que tentarmos e fizermos será sem propósito. Vamos tirar o foco das dificuldades, pois só assim conseguiremos pensar em soluções!

Sobre o autor

Vitor Carneiro

Vitor Carneiro

Vítor Carneiro, é pastor e palestrante.

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