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Sorocaba: Vice-prefeita nega ter usado ex-funcionário do Saae para serviços particulares durante expediente

Redação
Escrito por: Redação
Jaqueline Coutinho, Fábio Antunes e o diretor geral da autarquia, Ronald Pereira, foram denunciados pelo MP por falsidade ideológica e falsificação de documentos públicos.

A vice-prefeita de Sorocaba (SP), Jaqueline Coutinho (PTB), denunciada por falsidade ideológica e falsificação de documentos públicos, negou que tenha usado o ex-funcionário do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) Fábio Antunes Ferreira para serviços particulares durante o expediente dele na autarquia.

“O ex-comissionado Fábio Antunes nunca trabalhou para mim. Ele era funcionário comissionado do Saae e, no seu horário de almoço, fato isso de pleno conhecimento de todos, nunca escondido ou ocultado, ele, com o meu veículo, com o combustível que eu pagava e colocava no meu veículo, ele pegava o meu filho na escola e trazia até o condomínio. Ele fazia esse serviço e eu, inclusive, o remunerava”, explica em entrevista à TV TEM.

A denúncia do Ministério Público tem 50 páginas e aponta várias irregularidades cometidas pelos dois e pelo diretor geral do Saae, Ronald Pereira da Silva. Segundo o documento, os três praticaram os crimes de falsidade ideológica entre janeiro e julho do ano passado.

“Nunca houve, jamais qualquer enriquecimento ilícito ou utilização de bens ou de servidor público de forma ilegal. Não existe nenhuma prova documental cabal de que o servidor, quando ingressava no condomínio, ele estava prestando serviços à minha pessoa, até porque nunca esteve, a não ser na hora do seu almoço, ou aos meus pais. Tudo isso é conjectura, presunção e o direito penal não admite responsabilidade objetiva e é nisso que o Ministério Público está se embasando”, continua Jaqueline.

A procuradoria apontou que o cartão de ponto de Fábio foi alterado 111 vezes, número de dias em que o servidor não teria cumprido o expediente para trabalhar para a vice-prefeita e parentes dela.

Jaqueline também é acusada de crime contra prefeito por utilizar serviço público em benefício próprio. Isso porque Fábio também teria trabalhado para a vice-prefeita por 11 dias durante o período em que ela ficou à frente da prefeitura.

Jaqueline, Ronald e Fábio tiveram seus bens bloqueados na Justiça no valor de R$ 67 mil para garantir o ressarcimento dos cofres públicos em eventual condenação. Neste caso, os três podem perder a função pública, além de sofrer suspensão dos direitos políticos por 10 anos e proibição de contratar pelo mesmo prazo.

“Nós vamos apresentar a defesa preliminar, demonstrando, juntando todas as provas que não nos foram oportunizadas, não foi concedido, não foi deferido pelo Ministério Público ao longo destes meses de investigação, feita de forma inquisitorial no Ministério Público”, completa a vice-prefeita.

Imagem: Reprodução/TV TEM

Com informações do G1

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