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TDHA uma visão sistêmica; saiba mais sobre essa desordem neuropsiquiátrica

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Escrito por: Jane Rezende

Desordem neuropsiquiátrica ocorre de 3% a 10% das crianças e predomina e predomina mais em meninos do que nas meninas. Mas o transtorno do déficit de atenção predomina mais na menina.

TDHA refere-se ao transtorno de déficit de atenção e hiperatividade.

Caracteriza-se por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade e a teoria cientifica através de estudos explica que parece ocorrer alteração nos neurotransmissores, que são substancias responsáveis pela comunicação das células no sistema nervoso, são provenientes de proteínas e encontram-se nos neurônios que são as células do sistema nervoso e dentre eles a dopamina e a noradrenalina, e alterações na região pré-frontal do cérebro.

Causas associadas são: genética, exposição ao álcool, cigarros, algumas medicações, drogas durante a gestação. Alguns sintomas podem desaparecer com o amadurecimento cerebral, mas não se pode mensurar o quanto.

A manifestação pode se caracterizar por agitação, hiperatividade, distúrbio do sono, destruição de brinquedos acentuada, não parar. Devemos lembrar que alguns comportamentos são próprios da idade, e o diagnóstico precoce nem sempre é fácil devido a esse fator como também, por algumas alterações neurológicas terem o mesmo quadro clínico em seu início.

Citaremos alguns comportamentos: distração, desorganização no material escolar, demora muito tempo para elaborar uma tarefa, inquietação, dificuldade de relacionamento, dificuldade de iniciar e terminar tarefas, dificuldade de trabalhar de forma independente.

Aspectos positivos: expansivo, criativo, independente, rapidez e agilidade mental, jovialidade.

Na visão sistêmica algumas condutas são importantes:

  • Melhorar o sono.

Manter um horário regular na hora de dormir e acordar

Evitar alimentos que contenham cafeína

Evitar assistir tv ou vídeos antes de dormir.

Manter o quarto escuro, fresco, livre de eletrônicos.

Movimentar o corpo durante dia até 3 horas antes de deitar

Não comer muito antes de dormir e dar preferencia alimentos que contenham triptofano.

Orientação de suplementos feita por médicos como por exemplo o ferro na síndrome das pernas inquietas, melatonina.

  • Atividade física.

O exercício desenvolve importante papel na produçã de neurotransmissores,  ajudando na memória, foco, função cognitiva e aumenta a irrigação sanguínea cerebral.

As crianças aprendem muito mais pelo exemplo, sendo assim se os pais adquirirem o hábito da atividade física e de preferência se possível com o acompanhamento da criança, isso trará um sucesso maior para a criança e a família.

Frequência dos exercícios de 20 a 40 minutos no exercício moderado de 3 a 5 VEZES por semana.

  • Dieta equilibrada para proporcionar um bom desenvolvimento físico, neurológico, motor.
  1. Evitar excesso de açúcar refinado

Por provocar quadros inflamatórios ou piorar e por inteceder na piora do comportamento, já que essas crianças tem uma maior sensibilidade a hipoglicemia.

Esses pacientes apresentam quadro clínico de hipoglicemia quando esta se encontra na concentração menor que 75%.

Pode ocorrer uma neuro inflamação que retardará a maturidade cerebral.

  1. evitar excesso ou retirar alimentos alergênicos como leite, glúten, ovos, chocolates, oleaginosas, frutas cítricas, corantes, aditivos químicos, .
  2. essa dieta deve ser feita sob orientação médica como dieta de exclusão a depender da clínica.
  • Saúde do intestino

Uso de probiótico, controle no açúcar e adoçantes, não ingerir sucos artificiais e se possível erradicar refrigerantes, diminuir o uso de alimentos com pesticida.

  • Uso de suplementos
  1. Ômega 3 já que o cérebro é rico em lipídeos e este é crucial para seu desenvolvimento e amadurecimento funcional
  2. Minerais e vitaminas como zinco, melatonina, ômega 3, ferro, magnésio, vitaminas principalmente a B6
  • Uso de aminoácidos que são precursores dos neurotransmissores principalmente em casos leves e moderados
  • Treinamento psicofuncional e tem particular importância no acompanhamento familiar para ajudar a criança a passar essa etapa, inclusão escolar,
  • Desenvolvimento do estado de atenção no aqui e agora, ioga. Estudos mostram que crianças que praticam essas atividades, se desenvolvem melhor.

Conclui-se assim que o TDHA necessita de um acompanhamento multidisciplinar associado a persistência da família para ajudar a criança que apresente essa alteração comportamental.

 

Sobre o autor

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Jane Rezende é médica pediatra.

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