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Uma reflexão sobre o Dia das Crianças

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Escrito por: Jane Rezende

O dia das crianças no Brasil surgiu com a ideia do deputado federal Galdino do Valle Filho na década de 1920, oficializado pelo presidente Arthur Bernardes, através do decreto nº 4867, de 5 de novembro de 1924.

Uma reflexão sobre o dia das crianças.

Dia 12 de outubro dia dos nossos filhos, dos filhos de outras pessoas, comemorado com muita alegria, família na maioria das vezes juntas, pais que se programam para dar presente, levar seus filhos ao parque, caminhar por lugares de mãos dadas….

Como será bom o dia que comemorarmos o dia de nossos filhos todos os dias de nossas vidas, como o dia da criança, não com a necessidade de DAR um presente, mas de SER um presente para eles diariamente. E como poderia ser feito isso?

Que tal aceitar nossos filhos como eles são, renunciando a ideia de quem eles deveriam ser, entrando em um estágio onde em sintonia real possamos ajuda-los a medida que precisem de nós.

A aceitação não está diretamente associada à passividade. Podemos não aceitar algum comportamento, mas aceitar e aprovar o direito de nossos filhos de serem que são, mas caminhando ao lado deles mostrar caminhos, compreender o estágio de desenvolvimento que se encontram, e no momento de dificuldade buscar auxilio com pessoas que tenham a capacidade de assim fazer: ajuda-los no processo educacional.

Quando assim atuamos ajudamo-los a ouvir sua própria voz anterior e consequentemente ensinamos a eles a respeitar o outro como verdadeiramente são.

A visão padronizada, sem olhar como cada um é em sua essência, pode não surtir efeito no processo educacional que teoricamente está envolvido amor, paciência, aceitação, resiliência.

Aceita-los como são não é permitir que se continue com um comportamento inadequado, inapropriado, destrutivo. Nesses casos o comportamento adequado é orientação com firmeza.

A psicologia mostra que a aceitação de como são nossos filhos anda de mãos dadas com a nossa auto aceitação. Difícil de aceitar não?

Diante da pergunta: por que queremos um filho? O que neste momento vem à nossa mente como resposta?

Criar e educar é uma bela jornada. Trabalhosa, mas uma bela jornada, que requer energia psicológica, física e emocional.

Sendo a criança um observador do meio, devemos estar atentos às emoções que experimentamos e e indevidamente jogamos encima deles.

Outro ponto importante é como nos comunicamos com esses filhos diariamente? Como é nossa linguagem corporal?  Acolhimento? Agressividade?

Como nos comunicamos verbalmente? Sabemos ouvir o que essa criança fala do que sente e como sente mesmo nos momentos das birras e teimosia? Com certeza no dia das crianças temos uma comunicação mais assertiva.

Nos primeiros anos de vida os pais funcionam com espelho e nesta fase são considerados crianças. A criança precisa do brinquedo, precisa do estudo, precisa ser ouvida, precisa ser cuidada, precisa de proteção, precisa de bons exemplos, precisa de nós adultos.

Que comemoremos diariamente o dia das crianças com doação de todo o melhor que saibamos para que essas crianças tornem-se adultos equilibrados, mais realizados e com auto aceitação, percebendo o melhor da sua essência e que agradeçam a seus pais todos os dia de sua vida pelo grande presente que lhe foi dado: o dom da vida.

Imagens: reprodução

Sobre o autor

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Jane Rezende é médica pediatra.

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