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Valinhos: Acordo encerra paralisação e servidores voltam ao trabalho nesta quinta-feira, afirma sindicato

Redação
Escrito por: Redação
Categoria aceitou proposta da Prefeitura que inclui vale-alimentação de R$ 500 para funcionários em exercício. Protesto nesta quarta-feira (12) gerou reflexos nas áreas de saúde, educação, cultura, assistência social e esportes.

Os servidores de Valinhos (SP) decidiram encerrar na noite desta quarta-feira (12) a paralisação que durou dois dias em protesto contra o corte de um bônus salarial por escolaridade. Eles aceitaram uma proposta da Prefeitura que inclui a concessão de vale-alimentação de R$ 500 para funcionários em exercício e retornam ao trabalho nesta quinta, informou o sindicato da categoria (STMAVALIM).

A manifestação gerou reflexos nas áreas de saúde, educação, cultura, assistência social e esportes – veja detalhes abaixo.

De acordo com a Prefeitura, a proposta aceita pelos servidores também prevê:

  • Criação de um grupo de trabalho para elaboração de um plano de cargos e salários, por meio de publicação de decreto em 14 de setembro;
  • Edição de um decreto até o dia 21, para nomear uma comissão que ficará responsável por elaborar projetos que tratam sobre a remuneração dos servidores a partir de janeiro 2019, e adoção de estudos para verificar a hipótese de alterações no auxílio-saúde concedido;
  • Não aplicar desconto nos dois dias de paralisação dos serviddores, mediante compensação;
  • Compromisso de fazer uma reunião em janeiro de 2019, onde serão apresentados números e estudos sobre o resultado de 2018 e possível elaboração de propostas para reduzir perdas.

A Justiça determinou, em 23 de agosto, o corte imediato do pagamento de um bônus, chamado de adicional de estímulo, fixado em 20% para servidores concursados em Valinhos com ensino superior completo; e de 10% para os de ensino médio.

Segundo a Prefeitura, a decisão judicial foi provocada por uma ação do Ministério Público iniciada em 2012 e suspende um benefício que existia desde 1986, com alteração em 1992, por considerá-lo inconstitucional. De acordo com o sindicato, a categoria espera uma contraproposta do governo.

Reflexos

Nesta quarta-feira, segundo a assessoria do governo, cerca de 150 manifestantes se reuniram em frente ao prédio da Prefeitura. Eles entraram no Paço Municipal para um buzinaço, onde permaneceram por 45 minutos. Não foram registrados incidentes.

Na área da saúde, ficaram fechadas as unidades de saúde do Jardim Imperial e do Jardim Jurema, e as demais unidades atenderam parcialmente. A adesão foi estimada em 50% pelo governo.

Em educação, 19 das 32 escolas municipais ficaram fechadas: Carlos Vieira Braga, Carolina de Oliveira Sigrist, Capivari, Horácio de Salles Cunha, São Bento, Jorge Bierrenbach de Castro, Prefeito Jerônymo Corrêa, Emilio Pedro Juliatto, Edina Ap. B. da Fonseca, Rurtiko Morita, Marli Bazetto, Parque Portugal, Tomoharu Kimbara, Angela Turcatti, Emily Tofolo Machado, Dom Agnelo Rossi, Dra. Yrma, Neize Mathedi e Tio Pedro Brandini. As outras 13 funcionaram parcialmente.

Na área de esportes, informou a administração, a adesão foi de 21% dos funcionários; enquanto que na pasta de cultura o movimento contou com a participação de 10% dos trabalhadores.

Imagem: Reprodução / Fernando Brocchi

Com informações do G1

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