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Venezuela diz ser “inaceitável” reunião entre militares venezuelanos e EUA

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Escrito por: Redação
“É absolutamente inaceitável e injustificável que funcionários do governo de Donald Trump participem de reuniões para encorajar e promover ações violentas de setores extremistas a fim de atentar contra a democracia venezuelana”, reagiu hoje em sua conta no Twitter o chanceler venezuelano, Jorge Arreaza.

A Venezuela qualificou neste domingo como “absolutamente inaceitável e injustificável” que funcionários do governo dos Estados Unidos tenham se reunido em segredo com militares venezuelanos rebeldes, um fato que foi informado ontem pelo jornal americano “The New York Times”.

“É absolutamente inaceitável e injustificável que funcionários do governo de Donald Trump participem de reuniões para encorajar e promover ações violentas de setores extremistas a fim de atentar contra a democracia venezuelana”, reagiu hoje em sua conta no Twitter o chanceler venezuelano, Jorge Arreaza.

“A Venezuela reitera sua denúncia e condena as contínuas agressões promovidas diretamente pelo governo dos EUA contra o presidente constitucional Nicolás Maduro, democraticamente eleito e reeleito por ampla margem eleitoral em maio deste mesmo ano”, acrescentou.

O “New York Times” informou ontem, citando funcionários americanos e um ex-comandante militar venezuelano, que membros do governo de Trump se reuniram no ano passado com militares rebeldes venezuelanos, que representavam centenas de membros das forças armadas que não apoiavam Maduro.

“Depois de muitas discussões decidimos que devíamos escutar o que queriam nos dizer”, disse um alto funcionário dos Estados Unidos ao jornal nova-iorquino.

As reuniões terminaram sem que os Estados Unidos decidissem apoiar os rebeldes e ontem, apesar de não negar a informação publicada pelo “NYT”, Washington adotou um tom conciliador e expressou sua “preferência” por uma “volta à democracia na Venezuela” de forma “pacífica e ordenada”.

“O governo dos EUA escuta diariamente as preocupações de venezuelanos de todo tipo, sejam membros do partido governante, das forças de segurança, representantes da sociedade civil ou algum dos milhões de cidadãos forçados pelo regime a deixar o país”, declarou à Agência Efe Garrett Marquis, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca (NSC, na sigla em inglês).

Maduro escapou ileso há um mês de um atentado com explosivos pelo qual acusou a oposição, a Colômbia e os Estados Unidos.

Ainda não foi revelado se esse atentando, pelo qual há 20 pessoas detidas, tem relação com as reuniões que os militares rebeldes tiveram com funcionários americanos. Com informações da EFE

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