Cultura Nelson Polinário

Você é um tumor cultural?

Nelson Polinário
Escrito por: Nelson Polinário

Por Nelson Polinário

PS: Esse texto nada tem haver com doenças que causam tumores, nem com a luta que as pessoas travam diariamente contra essa patologia. Ele apenas utiliza esse mal como uma metáfora e simbologia para falar de possíveis relações sociais, formas de pensar das pessoas e uma certa visão do convívio da nossa cultura.

Existem pessoas que são como tumores da nossa cultura e sociedade: tumores culturais; Tumores malignos. Esse tipo de pessoa consome o corpo sadio das outras a sua volta, porque nós que lhe damos vida e elas se aproveitam para crescerem à custa da nossa dor e sofrimento: dos idiotas que fazem de “morada”. Quantas pessoas por esse mundão afora que ainda agem como tumores culturais? Ao menos se fosse numa relação de simbiose, onde ambos, tumor e hospedeiro, tivessem vantagens… Mas não. Nenhum tumor traz “vantagens” (podem trazer aprendizado devido as dificuldades, mas nunca vantagens).

tumor foto meio 1E essas pessoas, esses “corpos estranhos, não se vão facilmente da nossa vida, da nossa sociedade. Quando tentamos tratar as “pessoas-tumores” de forma branda para que elas não cresçam mais, elas parecem se recusar a abandonar suas velhas manias e morais deturpadas. Quando as removemos, malignas que são, elas retornam e nós, bondosos burros que somos, deixamos que roubem novamente nossa saúde.

Se pensarmos bem, essas “pessoas-tumores” são apenas pobres seres pseudointelectuais que utilizam de artimanhas e estratégias para tentarem convencer a si mesmos que são parte da “morada” que consomem.

A melhor forma de tratar essas “pessoas-tumores” ainda ignorantes e cegas é com paciência, atitudes e compreensão, pois elas estão trancadas dentro de seus próprios quartos de egocentrismo. E na escuridão de seus aposentos, negam a luz de razão que entra pela fechadura e saem durante a noite, quando achamos que tudo está calmo. Então, envenenam, consomem e deturpam a sociedade com sua cultura superior e sempre certa.

Que seja abençoada a humanidade que continua se desenvolvendo, pois com o avanço humano, novos tratamentos para essas “pessoas-tumores” estão sendo criados. Tratamentos mais rigorosos e duradouros que as impedem que voltem. Esses tratamentos podem até esgotar nossa saúde, mas é o preço a se pagar quando tentamos agir através da bondade e civilidade.

tumor doisAs “pessoas-tumores” têm todo o direito de existirem, pensarem e serem como querem ser, mas não à custa da nossa saúde: Não à custa dos outros. Isso não. Mas se atentem: assim como elas podem ser como parasitas da nossa sociedade, todos nós também podemos (basta um leve deslize em acharmos que estamos sempre certos, pararmos de refletir e queremos impor nossas individualidades invés de compartilha-las para nos tornamos “tumores-culturais”).

Que as “pessoas-tumores” da cultura de todo mundo possam ser curadas e extirpadas da sua vã prepotência e ignorância, para passarem a coexistirem conosco como seres completos e não mais parasitas da nossa sociedade.

Sobre o autor

Nelson Polinário

Nelson Polinário

Nelson Polinário é ator, diretor teatral e professor, Presidente do Conselho Municipal de Políticas Culturais de Indaiatuba, Consultor em Mercado Artístico-Cultural e fundador do Espaço Teatral e Cia "Nelson Polinário". Soma em sua carreira participações em espetáculos vencedores dos maiores prêmios brasileiros e experiências com conceituados artistas e cias da Itália, Israel, Canadá, Espanha, Holanda e França.

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