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Votorantim: ‘Ameaçou matar a família toda’, diz pai de menina mantida em cativeiro por mais de 20 dias

Redação
Escrito por: Redação
Pai da vítima disse que a adolescente de Votorantim (SP) foi forçada a permanecer com o homem, e sofria ameaças e agressões. Vítima conseguiu entrar em contato com a irmã pelo WhatsApp.

homem que manteve a jovem de 14 anos em cativeiro por mais de 20 dias, em São Paulo, ameaçou matar a família dela caso a vítima o abandonasse. A informação foi confirmada pelo pai da menina, em entrevista à TV TEM.

A adolescente, que mora com a família em Votorantim (SP) e estava desaparecida desde o dia 9 de outubro, foi resgatada por equipes da Polícia Civil na terça-feira (30).

Segundo o pai, Manoel Messias, a menina foi forçada a permanecer com o homem, era ameaçada e sofria agressões.

“Ele ameaçou matar a família toda se ela não ficasse com ele. Ela vivia forçada com ele, sem querer.”

A jovem foi levada até a capital por Gilson Matos Neto, que é um primo distante da família e inclusive frequentava a casa dos parentes. O pedreiro, de 45 anos, alegou à Polícia Civil que era “ex-namorado” da vítima.

O pai da menina contou que essa não foi a primeira vez que o homem tirou a adolescente de casa sem o consentimento da família. Em junho, Manoel fez um boletim de ocorrência em Votorantim, mas o caso não foi registrado pela Polícia Civil como crime e não teve andamento.

Desta vez, ele procurou a delegacia de Mairinque, pois soube que, antes de ser levada para São Paulo, a menina ficou alguns dias em um bairro rural da cidade. O motivo do crime ainda está sendo investigado e o suspeito, de 45 anos, foi preso.

“Ele pegava os cabelos dela e batia a cabeça dela na parede, dava murro nela, mas não dava forte para não deixar marca. Ele judiou muito dela”, desabafa o pai.

Segundo a investigação, a menina era mantida em um quarto em más condições e só podia utilizar o banheiro quando o sequestrador, que trabalha em uma obra, estava na casa. Ele também ameaçava a adolescente com uma faca.

A jovem prestou depoimento na delegacia nesta quarta-feira (31). O suspeito está preso temporariamente por cinco dias e a prisão pode ser prorrogada por mais cinco.

Pedido de ajuda

A adolescente conseguiu entrar em contato com uma irmã que mora em Alumínio (SP) pelo WhatsApp e, então, a família procurou a polícia para investigar o desaparecimento da jovem.

Durante o período em que ficou presa na casa, a menina disse que era obrigada pelo agressor a ligar para a família e dizer que estava tudo bem. Até que um dia ela conseguiu pegar o celular e mandou mensagens para a irmã pedindo ajuda.

Nas mensagens de texto a jovem pede para que a irmã chame a polícia e pare de mandar mensagens, com medo que o homem veja as conversas.

“O que ela pôde fazer foi pedir socorro à família para ver o que podia fazer. Mandou mensagem dando o endereço de onde ela estava, aí foram rastrear, ligaram para São Paulo, acharam e foram três policiais daqui e trouxeram ela de volta. Graças a Deus ela chegou em paz”, completa Manoel.

Imagem:  Reprodução/TV TEM

Com informações do G1

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